quarta-feira, maio 31, 2006

E por falar em vendas estranhas no E-Bay

Este post estava em draft desde 9/7/2005

Hoje decidi publicá-lo sem mais desenvolvimentos

Um post "Amélie Poulain", inspirado pela minha irmã.

Il n'aime pas
Arrumadores de Carros
Música Pop
Criticar os amigos, ainda que esteja aborrecido com eles

Il aime
Queijos de todos os tipos
Filmes de culto

domingo, maio 28, 2006

O essencial



Sinto-me muito identificada com o minimalismo, por muito que pratique o tralhismo. Sou daquelas pessoas que gostaria de ter lucidez de não ter por casa mais do que o necessário, embora me conheça o suficiente (e aos meus impulsos criativos!) para perceber que tenho sempre de ter uma parafernália de coisas por perto para estar em paz.

Nos últimos dias tenho-me questionado sobre a racionalidade desta necessidade absurda. Tenho jeito para o desenho, mas não costumo desenhar; gosto de fazer esculturas em arame e bijuteria, mas já não faço disso há décadas, tenho uma paixão por Direito adormecida há séculos, tenho imensos livros de Psicologia de que não li mais do que as primeiras páginas e um projecto para escrever um livro desde os meus doze anos... Tudo isto mantém o meu quarto atulhado e os meus "preciosos bens" fora do alcance da minha rotina habitual, retirando-lhes a utilidade que lhes almejava.

Dou por mim constantemente a pensar que devia desanuviar o quarto e quando vou fazê-lo acabo por, invariavcelmente, me demorar perante as coisas que me trazem recordações, as coisas que tenho de fazer "urgentemente", embora me tenha esquecido delas há décadas, e o maior resultado visível é mesmo uma mudança na disposição dos móveis e coisas do meu quarto/compartimento visado.


Concluo sempre que não tenho tempo de fazer todas as coisas, mas nunca me consigo convencer dos meus limites, verdadeiramente... E acabo por pensar que, na verdade, crescer é isso: é percebermos que os nossos recursos no curto espaço de tempo que por cá andamos são limitados, que provavelmente não poderemos nesta mesma vida ser ao mesmo tempo "médica, jornalista e cabeleireira", como dizem os miudos a dada altura... É-me extremamente difícil aceitar que à medida que o tempo avança eu vou perceber cada vez mais sobre cada vez menos, que mais vale fazer qualquer coisa, por mais pequeno e mediocre que seja, do que estar à espera de uma oportunidade insuspeita para fazer qualquer coisa de grandioso...

E no entanto, porquê?, mas porque é que eu não me consigo libertar da minha "tralha"?!

domingo, maio 21, 2006

After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn't mean leaning
and company doesn't always mean security.
And you begin to learn
that kisses aren't contracts
and presents aren't promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman, not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow's ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.
After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.
And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn...


Veronica Shoffstall, "Comes the Dawn" (1971) ,
in Mirrors and other Insults

sábado, maio 20, 2006


Norman Rockwell, Girl at the mirror (1954) , óleo sobre tela

sexta-feira, maio 19, 2006

Cavaleiro Andante


Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de Maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e nao te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a América roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau

quarta-feira, maio 17, 2006

Never complain and never explain*


Uma coisa que não se vê, não se sente e no entanto está presente em todos os momentos da nossa vida.
Problemas com estas celulazinhas são sempre difíceis de resolver porque elas correm por todo o lado, flutuam por aí e quando faltam... bem, quando faltam, é o cabo dos trabalhos... O pior mesmo é quando há um lobo no meio das ovelhas, quando algo não está bem dentro desta amálgama de "donuts com recheio" (cito a descrição de um glóbulo vermelho a partir de um artigo médico americano). Nessa altura e sem saber muito bem porquê, nem ter muito controlo sobre a situação, acontecem uma data de coisas aparentemente inexplicáveis e um bocadinho "suspeitas".
Por estas e por outras, desde que descobri que a minha esferocitose está pior e tenho que ir com maior regularidade ao hospital por questões que muitas vezes parecem menores ou irrisórias, aviso logo "Sabe, eu na realidade não estou doente, estou é a tentar chamar a atenção da minha mãe. Diga só que estou doente que é para eu poder ir para casa." e sorrio. Esta afirmação tem uma concretização premeditadamente paradoxal e desde que a uso nunca mais me olharam de lado.
Muito pelo contrário. Suponho que as pessoas que me atendem pensam "deve estar mesmo doente para dizer uma coisa destas" ou "deve estar muito habituada a isto para reagir com este humor" e fazem-me logo uma porrada de análises, poem-se logo a fazer-me testes, etc.
Mesmo quando as análises dão negativo (coisa que antes se virava contra mim, porque apesar de tudo eu não podia estar realmente doente se não estivesse a fazer hemólise e as análises dessem bem), eu respondo calmamente "eu não disse? Eu avisei que era só para chamar a atenção!... MAs vocês não me ouvem..."

Já tinha tido esta experiência quando fui operada pela segunda vez ao joelho: de vez em quando tinha recaídas e para dar algum repouso ao joelho andava de muleta, podendo, não obstante e como é óbvio colocar o pé no chão. Não imaginam a crueldade das pessoas quando acham que alguém se está a fingir de doente... A partir de certa altura cheguei à conclusão de que era inútil explicar que tinha tido uma ruptura de ligamentos e de vez em quando os sentia "a ceder" tendo que os poupar para evitar consequências mais graves e passei a dar respostas parvas como "é para me darem passagem nas passadeiras e lugar no autocarro" ou "ando a treinar para o casting do ER português: quero ser a nurse Kerry", ou então o clássico "ah! não é nada, é só para
chamar a atenção"...


O que se resume no seguinte: "Nunca dês explicações: os teus amigos não precisam e os teus inimigos não vão acreditar de qualquer maneira" (mandaram-me esta por e-mail)


*Benjamin Disraeli

segunda-feira, maio 15, 2006

Sabiam que...

As europeias em topless são consideradas uma atracção turística da Tunísia?

www.happydayturismo.com.br/tunisia/

domingo, maio 14, 2006

Interessante :)

http://www.youtube.com/watch?v=8DVkbgbiJfU&eurl=

O valor das coisas

Há duas semanas atrás, um dos candidatos que eu validei deixou uma coisa para mim no CRVCC.

Dentro de um saco de papel vermelho estava uma peça de plástico cor de laranja.

Era feia, de resto, diga-se: uma peça de uma máquina eléctrica, redonda, cor de laranja industrial, em forma de copo com várias divisões internas. Por baixo tinha gravado toscamente o nome do adulto que a tinha ofertado.

Pensei de mim para mim que ali estava uma coisa para guardar num local bem longe da vista o mais rapidamente possível... Nem pensar em substituir o meu copo das canetas tão catita por "aquilo"...!

Juntamente com o copo vinha uma carta. Estava, como é óbvio, dirigida "à Dr.ª Helena" e visava agradecer o cuidado que tinha tido com aquele candidato e explicar a oferenda, que ele insistia, não era uma "prenda", mas um "simbolozinho".

Dizia saber que a peça era deveras feia, que, se sobesse pintar, te-la-ia colorido para a tornar mais apelativa, mas na verdade não tinha grande talento para esse tipo de actividades.
Depois, continuava. Dizia que eu não devia, porém, deixar-me convencer pelo aspecto da peça que, na realidade, era muito útil: tinha vários compartimentos que davam para clips, canetas azuis, pretas, de cor, lápis, borrachas, etc., e era resistente.

Aquela peça em particular estivera na sua secretária de trabalho durante os 27 anos que tinha permanecido na fábrica que o despedira há dois anos e sempre lhe tinha dado muito jeito. Disse que queria que eu ficasse com ela e que tinha uma outra similar em casa que tinha um pequeno defeito, mas que ele não se importava. E depois pedia subtilmente que eu tratasse a peça com o mesmo carinho que ele.

A peça não deixa de ser feia, mas desde então sou incapaz de a retirar da minha secretária e transferi para ela as minhas canetas e lápis. Sempre que olho para ela sinto um certo respeito pela sua fealdade, porque lembro-me do que ela representa e apesar de não gostar do seu aspecto, gosto imenso da peça.


Faz-nos pensar, não é? As dádivas não valem só pelo que são, mas sobretudo pela forma com que são dadas...

quinta-feira, maio 11, 2006

Formação Contínua, ao longo da vida

Formação é desenvolvimento, disso não há dúvidas. A formação cria sempre (de uma forma ou outra!) oportunidades de desenvolvimento em cada um dos intervenientes, seja o formando e mesmo o "formador" - penso que isto é perfeitamente consensual...

Ora, se já o Piaget dizia que nos desenvolvemos até morrermos, e todos sabemos que vamos inevitavelmente morrer, suponho que isso quer dizer que envelhecer, ou viver, é a arte de nos desenvolvermos o melhor possível no tempo que precede esse facto inevitável. O que significa que, durante toda a vida, nos devemos esforçar por aprender o máximo possível daquilo que nos interessa e um pouco também do resto...

Neste sentido, parece-me completamente disparatado que haja pessoas que a partir de certa altura acham que chega de investimento em formação, seja ela em que área for... Porque não precisa de ser uma licenciatura ou um doutoramento para ser formação... nem é suposto que a formação, neste sentido, seja uma coisa pesada... Pelo contrário, quer-se uma formação flexível, maleável, adequada às necessidades e competências de cada um... Se há interesse e condições intelectuais para um doutoramento, faz-se um doutoramento, se não faz-se outra coisa qualquer, o que importa é que seja o que a pessoa quer aprender, da forma que lhe é mais proveitosa... A formação não é suposto ser uma cruz!...

O que implica que o importante é, isso sim, continuamente fazer um esforço activo por aprender e, na minha modesta opinião, por muito que aprendamos com o quotidiano e por muito profundas que sejam as lições de vida que daí retiramos, não existe realmente nehum contexto tão propício à explicita aprendizagem e discussão de conteúdos como a formação propriamente dita. Poucas coisas nos abrem os olhos como as viagens e a formação... Não acham?

quarta-feira, maio 10, 2006

Farmácias de Serviço

Aqui vai o link para um site bastante útil: permite saber qual a farmácia de serviço em qualquer região de Portugal e em qualquer data.

http://www.anf.pt/site/farmserv.php

Mas que grande ideia! :)