Perdi-te.
Mas, se tu és tão grande, como pode ser isto?
Se fosses um par de chaves, ou um sapato, ou um clip…
Mas tu medes 1,82 metros….
Como é possível perder-te assim?
Já sabia que era uma “cabeça no ar” mas tanto???
É que as pessoas são como os telemóveis:
Quando se perdem, dá-se-lhes um toque, ou uma chamada
E lá estão elas a responder…
A menos que estejam desligadas ou sem carga…
Será isso?
Estás descarregado?
Eu passo a vida a perder coisas:
Papéis, documentos, números de telefone,
Chaves, telemóveis, carteiras…
Sou, por assim dizer, a rainha das coisas perdidas…
Mas nunca me tinha acontecido perder uma pessoa.
Será que estou a perder qualidades?
O meu único problema é nunca perder as coisas que quero:
Os quilos a mais, os maus hábitos, os maus amigos…
É que tu és mesmo importante para mim.
Sabes por algum acaso onde te pus?
Já te procurei por todo o lado,
Já perguntei ao meu anjo da guarda se era ele que te tinha escondido
(sabes bem como o tipo adora pregar-me este tipo de partidas…)
O meu único medo, sabes,
É ter-te posto na reciclagem por engano…
E nesse caso, temo que jamais te tornarei a encontrar,
Pelo menos na forma que tens agora…
Se te encontrares um destes dias,
Lembra-te de mim…
Fazes-me falta.
Mas por favor, fá-lo com rapidez…
É que, normalmente,
Quando perco algo que me faz muita falta
- como é o caso –
tenho tendência para substituir o que estava perdido…
(Se achaste este poema absurdo, amanhã eu posto "a minha rua interior" que é para aí vinte vezes pior... O que vale é que só os meus amigos é que visitam o blog.. ehehehehehehe)
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