Esta história de snaks e boojums surgiu há dois dias. Estava eu no café a estudar quando apareceu um amigo meu que só encontro de vez em quando. Eu já começava discretamente a olhar para os apontamentos, como que a dizer “tenho mesmo de estudar, vai lá embora”, quando já não sei a que propósito (ou aliás, sei, mas não interessa) nos pusemos a falar disto.
Tinhas toda a razão, Paulo, a história contada por ti teve muito mais piada do que lida…
Os snarks são umas criaturas inteligentes e simpáticas que moram em alto mar. São doces e inofensivas. Se lhes mandarmos uma bala de canhão, pensarão que nos enganámos, porque não teríamos razões para lhes fazer mal.
Os snarks nunca fazem mal a ninguém e valem mais dinheiro do que se pode imaginar, razão porque são pescados pelos ambiciosos (e agora diz-me lá se precisavas mesmo que eu te dissesse que “The hunting of the snark” foi escrito pela mesma pessoa que escreveu “Alice no país das maravilhas”… Isto tresanda a Lewis Carroll, não é? :))).
No entanto, nada poderia ser assim tão fácil… Uma das melhores formas de caçar um snark é conversando com ele, convencê-lo a acompanhar-nos ao porto, para depois o matarmos e não termos de o carregar, porque afinal o snark é uma criatura pesada… Mas, por entre (as manadas? Cardumes?…) os grupos de snarks há também boojums, que são criaturas iguais aos snarks… Mas não são ingénuos nem inofensivos. Contra um boojum não há salvação possível. Mal ele tope que está a ser aldrabado ou atacado, o que acontece é “Wupt”. Desaparece-se simplesmente. Deixa-se de existir.
"It's a Snark!" was the sound that first came to their ears,
And seemed almost too good to be true.
Then followed a torrent of laughter and cheers:
Then the ominous words "It's a Boo-"
wupt!!! (eheheheheh)
O conto escrito por Carroll, está em verso e não fala muito sobre as criaturas, prefere falar da tripulação do barco, mas apesar de tudo, a ideia foi poderosa o suficiente dar o nome a uma série de projectos (científicose não só), empresas, portais, jogos, soluções, etc. Para teres uma noção, basta escreveres “snark” num qualquer motor de busca: só meia dúzia de referências depois é que encontras um link para um página de literatura… Aquele gajo até podia andar nos psicotrópicos (cogumelos mágicos, voltem que estão perdoados), mas lá que era um génio…
(Ah! E ainda me hás de dizer onde leste a história porque agora que li o conto, fiquei com a sensação nítida de que conheceste em BD, estou certa?)
A história, tal como escrita originalmente pode ser encontrada em http://www.literature.org/authors/carroll-lewis/the-hunting-of-the-snark
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