sexta-feira, fevereiro 25, 2011

OST de hoje



Rufus Wainwright - Cigarrettes and chocolate milk

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

O amor marca as pessoas

lamento mais que tudo ter-te conhecido porque me mostraste o que era o amor apaixonado. lamento profundamente porque o que eu queria era uma coisa confortável e de repente dou por mim a suspirar por rosas vermelhas pirosas.

Lamento ter-te amado e ter sentido ainda que por breves instantes o andar nas nuvens que é a paixão retribuída.

Lamento não te ter dado luta.

Lamento ter-te conhecido porque me mostraste o que era amar desabridamente e todos os outros amores que me ofereceram depois foram sempre pequenos face ao teu, grande, enorme, inteiro.

Lamento que não tivesses percebido que te queria a ti inteiro e não moldado a mim. E que tivesses desistido de mim no momento exacto em que ia voltar para ti.

Lamento que não fosse a altura certa para nós quando te conheci. E que agora não haja volta a dar.

Não lamento nada de ti. Princípio, meio e fim. Mesmo a distância. Não lamento.

Não lamento nada de ti. Apesar do medo que me deste de todos os homens. Percebi que as psicólogas também se interessam por doidos. Mas pelo menos conseguem depois reconhecê-los. e eu ainda fui a tempo.

Lamento não termos acabado mais cedo de forma mais resoluta. Talvez nos tivessemos realmente acertado depois, quando percebesses que o que estavas a perder. E daí, como em todos os outros casos, talvez tenha sido melhor assim.


Manuel Damas diz que somos marcados por todas as vezes que amamos alguém e que cada vez que dizemos "amo-te" isso é marcado por todas as outras vezes que já dissemos "amo-te" e de cada vez, dizemos de forma diferente.

E eu pergunto-me: a haver, como será a próxima?

Descoberta do dia



(Se fores embora vais-me fazer TANTA falta!)

sábado, fevereiro 19, 2011

A minha última aventura :)

Não porque esteja perfeito, mas porque me deu um gozo do caraças, cá ficam "as minhas"

Les Feuilles Mortes / Autumn Leaves



e o "meu" Do nothing till you hear from me

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

A vida normal

Carla Machado
PUBLICO, 24.8.2006

Todos passamos a vida a desejar a vida que não temos. Queixamo-nos do emprego, dos colegas que são chatos, do chefe que não nos dá valor, do muito que trabalhamos e do ordenado que é fraco.Reclamamos do tempo, que chove e não se pode ir à praia, que não chove e faz mal à agricultura, do sol que é pouco ou demasiado, do suor, do frio e do vento, do calor que nunca mais se vai embora e do Verão que nunca mais chega.A família cansa-nos, mas odiamos quando esta nos ignora; dizemos mal do amigos sem os quais não sabemos passar; suspiramos pelo fim do serão em que as visitas se vão embora, mas despedimo-nos combinando um novo jantar.Estamos fartos dos filhos, mas passamos o tempo a falar deles e a mostrar as suas fotografias aos amigos. O barulho que fazem enlouquece-nos, mas o silêncio da sua ausência é insuportável.Queixamo-nos do marido ou da mulher, que não são como dantes, que nos irritam, que não nos surpreendem, mas suspiramos quando nos faltam e reclamamos quando fazem alguma coisa com a qual não contávamos.Estamos no Algarve a suspirar pela frescura do Minho, no Minho damos por nós desejosos da brisa costeira, na cidade irrita-nos o artificialismo e em Trás-os-Montes formigamos com a ânsia de fugir à ruralidade.E do país, todos nos queixamos do país até ao momento em que "lá fora" concluímos com um orgulho disfarçado que realmente "comer, comer bem, só mesmo em Portugal".De queixume em queixume, passamos pela vida muitas vezes sem deixar verdadeiramente que a vida nos atravesse. E só quando somos roubados ao quotidiano que tanto maldissemos damos conta do tempo que perdemos nos lamentos sobre o tempo que os outros nos fazem perder.Há pouco mais de um mês, numa consulta que era suposto ser de rotina, foi-me diagnosticado um tumor. Felizmente benigno, como soube após 24 horas de espera. E, tal como seria de prever, naquele momento inicial em que o espectro de algo mais grave ainda não tinha sido afastado, o meu pensamento imediato foi: "Mas afinal porque é que eu estou aqui, afundada em Braga a trabalhar, em vez de ter já há muito tempo fugido para Bora-Bora?" Passado contudo tal instante, e nas 23 horas que se seguiram, foi da vida normal que tive saudades antecipadas. A vida normal: trabalhar, ir ao cinema, abraçar quem amo, rir-me das pequenas parvoíces do quotidiano, ver a minha filha a dormir e sentir o seu cheiro.A vida normal está aqui mesmo ao lado. E aposto que Bora-Bora tem imensos mosquitos.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

saying goodbye is weird

é mesmo.

sobretudo quando é assim, literal.

é estranho.

Um dia eu também vou dizer adeus, vamos todos. E pergunto-me, o que raio importa daquilo que fazemos, nessa altura?

Cumprimentos e boa noite.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

7 anos

Faz hoje, este blog.