Desde que percebi que a ânsia e a vontade de estar com os outros também pode ser a ânsia e a vontade de fugir de mim que me apetece menos sair.
Apetece-me cultivar mais o meu jardim interior, fazer coisas p r o l o n g a d a m e n t e e não apenas a despachar porque a seguir tenho de ir não sei onde ter com não sei quem.
Apetece-me estar por casa, escrever, ler, arrumar, tocar piano, pastar, ouvir música.
Pergunto-me como era possível viver naquele ritmo alucinante e depois sinto-lhe uma ponta de falta, não fosse acreditar firmemente que é bom para mim aprender a estar só comigo, a suportar-me.
De repente não me importa tanto não estar com tida a gente e não me sino pressionada para convidar B e C para o passeio à beira mar que marquei com A, só porque acho que eles também iam curtir, porque me apetece efectivamente estabelecer ligações mais profundas e menos a correr e a preocupar-me que toda a gente no grupo esteja bem.
Sinto que posso ser um pouco mais egoísta.
E sabe-me bem.
Pergunto-me se será da idade, se me estou a tornar numa daquelas criaturas empedernidas e teimosas e rezo para que não.
"But the attitude of faith is to let go, and become open to truth, whatever it might turn out to be." Allan Watts / "Finish your goddamn plate" Joshua Fields Milburn
terça-feira, junho 29, 2010
sábado, junho 26, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
The guy's song
É o lado B do disco anterior...
Mas é tão mais difícil encontrar músicas só com um nome de homem que não sejam para figuras históricas ou famosos! pfiu!
Ora vejam lá!
Mas é tão mais difícil encontrar músicas só com um nome de homem que não sejam para figuras históricas ou famosos! pfiu!
Ora vejam lá!
segunda-feira, junho 21, 2010
sábado, junho 19, 2010
Santiago de Compostela: 2 a 14 de Agosto
Acordei cedo, depois de dar voltas na cama e ter a sensação que não tinha dormido nada.
Na sala, o Wim ressonava ruidosa e continuamente. Agradeci mentalmente o sono de pedra que tenho e decidi levantar-me.
Sonhei que me doíam os pés porque não tinha tido o cuidado de estrear bem as minhas botas de montanhismo novas e a minha decisão de treinar para os 12 dias de caminho francês para Santiago revigorou-se.
Estou ansiosa que chegue o dia 2 de Agosto.
Na sala, o Wim ressonava ruidosa e continuamente. Agradeci mentalmente o sono de pedra que tenho e decidi levantar-me.
Sonhei que me doíam os pés porque não tinha tido o cuidado de estrear bem as minhas botas de montanhismo novas e a minha decisão de treinar para os 12 dias de caminho francês para Santiago revigorou-se.
Estou ansiosa que chegue o dia 2 de Agosto.
quinta-feira, junho 17, 2010
Puro pânico
A Gabriela estava com febre e não queria largar a mãe. Para a distrairmos e enganarmos enquanto a mãe ia comer, andávamos com o carrinho no corredor para trás e para a frente (chamamos a isto "fazer piscinas").
Quando ela murmurava que queria a mãe, cantávamos uma cantiga e ela lá parava de reclamar.
20 minutos depois alguém falou do Gabinete de Enfermagem. Não achei que fosse para nós.
A Rita achou que sim.
Na dúvida, espreitei lá para dentro a ver - "falou connosco, Enfermeira?"
"Desculpem, é que a gente já não vos pode ouvir... Mas eu percebo, é o que vocês têm de fazer..."
Quando a mãe da Gabriela chegou 10 minutos mais tarde, viemos embora para a sala dos brinquedos.
A porta do Gabinete de Enfermagem estava aberta. Não resisti; espreitei lá para dentro e atirei, malandra:
"Agora só para vocês!"
"Não!" - quase gritaram em coro.
Puro pânico naquelas caras. Impagável.
Quando ela murmurava que queria a mãe, cantávamos uma cantiga e ela lá parava de reclamar.
20 minutos depois alguém falou do Gabinete de Enfermagem. Não achei que fosse para nós.
A Rita achou que sim.
Na dúvida, espreitei lá para dentro a ver - "falou connosco, Enfermeira?"
"Desculpem, é que a gente já não vos pode ouvir... Mas eu percebo, é o que vocês têm de fazer..."
Quando a mãe da Gabriela chegou 10 minutos mais tarde, viemos embora para a sala dos brinquedos.
A porta do Gabinete de Enfermagem estava aberta. Não resisti; espreitei lá para dentro e atirei, malandra:
"Agora só para vocês!"
"Não!" - quase gritaram em coro.
Puro pânico naquelas caras. Impagável.
quarta-feira, junho 16, 2010
The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.
Winston Churchill
Winston Churchill
terça-feira, junho 15, 2010
Desdobro-me em contactos a outras pessoas por não te poder contactar a ti.
Quero sossego, paz, descanso, mas sinto a tua falta.
E como não te posso ligar, não te devo contactar, por mim, por aquilo que sabemos, acabo por me desdobrar em contactos e mensagens de amor a outras pessoas que não eram bem o seu alvo, mas que recebem e devolvem estes toques.
E acabo por ter o efeito contrário ao que pretendia. Em vez do sossego de que tanto preciso tenho a agenda cheia dos compromissos sociais que vou marcando para te esquecer.
segunda-feira, junho 14, 2010
Don't go around saying the world owes you a living. The world owes you nothing. It was here first. Mark Twain
domingo, junho 13, 2010
Zen Pessoano
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
Sem o saber, Fernando Pessoa era um mestre do zen.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
Sem o saber, Fernando Pessoa era um mestre do zen.
sábado, junho 12, 2010
Lovely and Loyal Award
Aqui fica a resposta ao desafio reencaminhado pela R. (já não fazia uma coisa destas há que tempos!)
1. Porque que é que criou um blogue e, quando o criou, tinha expectativas de que fosse popular?
Na altura era moda. Tinha um amigo que tinha um blogue e até era bastante popular. Eu também queria ser popular, claro.
2. Em que data exacta iniciou o (primeiro!) blogue?
Em 3 de Fevereiro de 2004.
3. Nomeie 5 seguidores leais.
Nah... Vou dobrar as regras como a R. Passo a bola à Xana, à João, à Jacky, à Marília e à Lia.
1. Porque que é que criou um blogue e, quando o criou, tinha expectativas de que fosse popular?
Na altura era moda. Tinha um amigo que tinha um blogue e até era bastante popular. Eu também queria ser popular, claro.
2. Em que data exacta iniciou o (primeiro!) blogue?
Em 3 de Fevereiro de 2004.
3. Nomeie 5 seguidores leais.
Nah... Vou dobrar as regras como a R. Passo a bola à Xana, à João, à Jacky, à Marília e à Lia.
Cinema Paraíso
Que saudades do meu clube de vídeo... O que me apetecia agora ir buscar um vídeo recomendado pelo Sr. Luís ou pela D. Marieta!
*snif*
*snif*
Foto da Semana no meu Flickr
Adoro esta fotografia porque acho que realmente transparece a cumplicidade enorme que a minha mãe e a minha prima partilham.
Chama-se ambas Aida e são ambas enfermeiras. Gostam ambas bem mais de música pop que eu e a minha irmã alguma vez seremos capazes. Vêm juntas os mesmos programas de televisão. Cantam juntas as músicas de que ambas apenas sabem parte da letra (hilariante!). São donas de casa exemplares.
Adoram-se e reflectem-se.
E é tão bom sentir este calor humano que o nosso pequeno núcleo familiar partilha!
In this mood
E porque "you make me smile with my heart" deve ser das melhores tiradas de uma música. De sempre.
quarta-feira, junho 09, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
Saudades tuas
Aproveitam-se da minha distracção quando estou a adormecer, e rastejam ao lado da minha cama, deslizando. Sobem a minha perna, percorrem as minhas costas num arrepio, enroscam-se no meu peito num aperto e fazem-me murmurar o teu nome nos meus sonhos.
Acordo desconsolada, agarrando a almofada que não és tu, e a ideia de que nunca iríamos funcionar, para sair da tristeza.
Mas fazes-me falta, carago.
Acordo desconsolada, agarrando a almofada que não és tu, e a ideia de que nunca iríamos funcionar, para sair da tristeza.
Mas fazes-me falta, carago.
Touch the Sound
Numa TED Talk, alguém dizia que aquela audiência vivia muito "aqui em cima" apontando para a cabeça, dizendo que era muito cerebral, racional.
Evelyn Glenie captou a minha atenção com a importância de ouvir com o corpo, sentir a música e não apenas ouvir, interpretar e classificar à partida.
Uma experiência muito similar ao workshop de meditação que fiz há dias com a Margarida Cardoso. Lembrando a importância de estar presente por inteiro no momento e na importância e valências de comunicar de formas não cerebrais, não racionais.
Descobrir que esta grande percussionista era, na verdade, praticamente surda, foi um bónus a uma conferência já de si extraordinária.
Evelyn Glenie captou a minha atenção com a importância de ouvir com o corpo, sentir a música e não apenas ouvir, interpretar e classificar à partida.
Uma experiência muito similar ao workshop de meditação que fiz há dias com a Margarida Cardoso. Lembrando a importância de estar presente por inteiro no momento e na importância e valências de comunicar de formas não cerebrais, não racionais.
Descobrir que esta grande percussionista era, na verdade, praticamente surda, foi um bónus a uma conferência já de si extraordinária.
segunda-feira, junho 07, 2010
I know how to make you laugh
No meio da conversa, extemporaneamente, sai-se com esta:
"Estou morto que te voltes a apaixonar!"
Desculpa?
"A sério, estou morto que te voltes a apaixonar."
Perante o meu ar perplexo, continua:
"Eu nunca sei o que esperar das tuas histórias de amor. E nunca consigo adivinhar o que é o teu "tipo de homem" porque eles têm sido tão diferentes uns dos outros! Tu não tens um padrão e eu fico sempre em suspense para saber como vai ser desta vez!"
Permaneço boquiaberta.
"Diz-me uma coisa" - continua - "tu não tens receio de descer os teus padrões?"
Desculpa?
"Não sei, parece-me que, se fosses uma jogadora de futebol estavas a saltar de um clube da primeira divisão, para um regional, a seguir para um dos países árabes, depois para o Real Madrid..."
Não estou a perceber.
"Não tens um conjunto de características-base, tipo, que os gajos têm de ter para tu andares com eles?"
Não. respondi com sinceridade e simplicidade Eu não faço a menor ideia de como é o "homem dos meus sonhos". Não tenho expectativas nessa área. Sei é o tipo de relação que quero ter. Agora com quem vou ter essa relação? Beats me. Claro, o gajo tem de ter algumas características básicas, tipo gostar muito de mim e ter sentido de humor. Mas além disso? Não sei. Não sei mesmo.
Olhou para mim e como raras, raríssimas vezes acontece, deu o braço a torcer.
"Estou morto que te voltes a apaixonar!"
Desculpa?
"A sério, estou morto que te voltes a apaixonar."
Perante o meu ar perplexo, continua:
"Eu nunca sei o que esperar das tuas histórias de amor. E nunca consigo adivinhar o que é o teu "tipo de homem" porque eles têm sido tão diferentes uns dos outros! Tu não tens um padrão e eu fico sempre em suspense para saber como vai ser desta vez!"
Permaneço boquiaberta.
"Diz-me uma coisa" - continua - "tu não tens receio de descer os teus padrões?"
Desculpa?
"Não sei, parece-me que, se fosses uma jogadora de futebol estavas a saltar de um clube da primeira divisão, para um regional, a seguir para um dos países árabes, depois para o Real Madrid..."
Não estou a perceber.
"Não tens um conjunto de características-base, tipo, que os gajos têm de ter para tu andares com eles?"
Não. respondi com sinceridade e simplicidade Eu não faço a menor ideia de como é o "homem dos meus sonhos". Não tenho expectativas nessa área. Sei é o tipo de relação que quero ter. Agora com quem vou ter essa relação? Beats me. Claro, o gajo tem de ter algumas características básicas, tipo gostar muito de mim e ter sentido de humor. Mas além disso? Não sei. Não sei mesmo.
Olhou para mim e como raras, raríssimas vezes acontece, deu o braço a torcer.
sexta-feira, junho 04, 2010
Coisas boas e inesperadas
(comecei a escrever este post a 20/3/2010)
Tenho este blog há mais de 6 anos.
Depois da "febre bloguística" do primeiro ano e meio, em que via todos os dias o n.º de visitantes e de onde tinham vindo, em que fui a jantares de bloggers (e onde conheci bons amigos, a propósito!) e em que pensava em formas de ser mais popular (sim, patético, mas que querem?), mantive o blog como uma espécie de caderno de apontamentos onde vou anotando as coisas que vou fazendo, o que me vai passando pela cabeça, as coisas com que a vida e a internet me surpreendem.
Já não escrevo para os outros há anos. E essa perspectiva faz-me pensar muitas vezes que ninguém, além de mim e da minha irmã (e ocasionalmente a Xana) lê o blog.
De há um tempo para cá - e antes de voltar a comentar outros blogs que já seguia silenciosamente há tempos, o que cria sempre algum diálogo (como este e este exemplo) - têm aparecido algumas pessoas que para minha grande surpresa até seguem o meu blog.
Uau.
E confesso que a surpresa é sempre enorme e agradável, da Deolinda à Marília, que foram surpresas que me chegaram pessoalmente (o que tem um impacto maior, porque encontrar alguém que pessoalmente te diz que lê o teu blog que acreditavas estar esquecido e "abandonado" é no mínimo surpreendente), à Carmen com quem estudei, à Sara com quem treinava defesa pessoal e que uma casual busca na internet a fez dar com o meu estaminé, até ao Pedro, colega da minha irmã, que inesperadamente comenta com ela um texto meu. Ou o mail de hoje da Isabel com o poema que me martelava e que eu não conseguia re-encontrar.
Como disse anteriormente, já não escrevo para os outros há anos, e quando o faço, envio um link para o recado que quero partilhar. Não tenho mesmo essa expectativa, de que o que aqui digo interesse a outrém. Mas é bom saber que as minhas palavras têm eco em vocês, que me vão seguindo mesmo se não deixam comentários.
E queria dizer-vos neste momento: obrigada. Muito obrigada. :)
Tenho este blog há mais de 6 anos.
Depois da "febre bloguística" do primeiro ano e meio, em que via todos os dias o n.º de visitantes e de onde tinham vindo, em que fui a jantares de bloggers (e onde conheci bons amigos, a propósito!) e em que pensava em formas de ser mais popular (sim, patético, mas que querem?), mantive o blog como uma espécie de caderno de apontamentos onde vou anotando as coisas que vou fazendo, o que me vai passando pela cabeça, as coisas com que a vida e a internet me surpreendem.
Já não escrevo para os outros há anos. E essa perspectiva faz-me pensar muitas vezes que ninguém, além de mim e da minha irmã (e ocasionalmente a Xana) lê o blog.
De há um tempo para cá - e antes de voltar a comentar outros blogs que já seguia silenciosamente há tempos, o que cria sempre algum diálogo (como este e este exemplo) - têm aparecido algumas pessoas que para minha grande surpresa até seguem o meu blog.
Uau.
E confesso que a surpresa é sempre enorme e agradável, da Deolinda à Marília, que foram surpresas que me chegaram pessoalmente (o que tem um impacto maior, porque encontrar alguém que pessoalmente te diz que lê o teu blog que acreditavas estar esquecido e "abandonado" é no mínimo surpreendente), à Carmen com quem estudei, à Sara com quem treinava defesa pessoal e que uma casual busca na internet a fez dar com o meu estaminé, até ao Pedro, colega da minha irmã, que inesperadamente comenta com ela um texto meu. Ou o mail de hoje da Isabel com o poema que me martelava e que eu não conseguia re-encontrar.
Como disse anteriormente, já não escrevo para os outros há anos, e quando o faço, envio um link para o recado que quero partilhar. Não tenho mesmo essa expectativa, de que o que aqui digo interesse a outrém. Mas é bom saber que as minhas palavras têm eco em vocês, que me vão seguindo mesmo se não deixam comentários.
E queria dizer-vos neste momento: obrigada. Muito obrigada. :)
Bruxa Amélia - o remake
A minha prima Matilde, que hoje tem 7 anos, há 4 anos ensinou uma música à família que - vá-se lá saber porquê - as primas mais que ninguém retiveram e continuam a cantar nos contextos mais inusitados. A música reza assim:
"Bruxa Amélia, que feia que tu és!
És careca e cheiras mal dos pés!
Eu sou a bruxa Amélia,
Uma bruxa maldita
E vou-te transformar
Numa batata frita!"
A música é leve, divertida e faz rir a maior parte dos miúdos e graúdos a quem a cantamos. Há uns tempos dei por mim a cantar isto no IPO toda contente. Já ia na 5.ª repetição quando me bateu que dizer que uma bruxa era feia por ser careca no meio de tanta criançada sem cabelo, realmente não era a coisa mais inteligente a fazer, independentemente do facto de eles estarem todos felizes a cantarem comigo e a rirem à gargalhada quando eu fazia de conta desmaiar com o cheiro das sua peúgas.
Ontem comentava isto com a minha irmã e começamos a tentar encontrar um adjectivo politicamente correcto para a canção. O problema é que a canção é toda ela uma incorrecção política. Acabamos por criar a nossa própria versão que, obviamente, é nerd. É a canção que o editor do Artes e Letras cantaria aos seus filhos, quando muito, vá.
Reza assim:
"Bruxa Amélia, que ignorante que tu és!
És iletrada e nem sabes contar até dez!
Eu sou a Bruxa Amélia,
Muito pouco erudita
E vou-te transformar
Numa frase mal escrita!"
E para que conste "és iletrada" é só o melhor trecho de uma música infantil alguma vez criado. Na História da Humanidade. "Vou-te transformar numa frase mal escrita" também não está mal para ameaça de bruxa. Achei que devia partilhar isto convosco, só para o caso de ainda haver por aí alguém que me leve a sério.
"Bruxa Amélia, que feia que tu és!
És careca e cheiras mal dos pés!
Eu sou a bruxa Amélia,
Uma bruxa maldita
E vou-te transformar
Numa batata frita!"
A música é leve, divertida e faz rir a maior parte dos miúdos e graúdos a quem a cantamos. Há uns tempos dei por mim a cantar isto no IPO toda contente. Já ia na 5.ª repetição quando me bateu que dizer que uma bruxa era feia por ser careca no meio de tanta criançada sem cabelo, realmente não era a coisa mais inteligente a fazer, independentemente do facto de eles estarem todos felizes a cantarem comigo e a rirem à gargalhada quando eu fazia de conta desmaiar com o cheiro das sua peúgas.
Ontem comentava isto com a minha irmã e começamos a tentar encontrar um adjectivo politicamente correcto para a canção. O problema é que a canção é toda ela uma incorrecção política. Acabamos por criar a nossa própria versão que, obviamente, é nerd. É a canção que o editor do Artes e Letras cantaria aos seus filhos, quando muito, vá.
Reza assim:
"Bruxa Amélia, que ignorante que tu és!
És iletrada e nem sabes contar até dez!
Eu sou a Bruxa Amélia,
Muito pouco erudita
E vou-te transformar
Numa frase mal escrita!"
E para que conste "és iletrada" é só o melhor trecho de uma música infantil alguma vez criado. Na História da Humanidade. "Vou-te transformar numa frase mal escrita" também não está mal para ameaça de bruxa. Achei que devia partilhar isto convosco, só para o caso de ainda haver por aí alguém que me leve a sério.
Vício de hoje
A Eliza Doolittle e os seus "Rollerblades" foram-me apresentados pelo Stereomood de que sou fã absoluta. Estou viciadíssima nesta música :)
quinta-feira, junho 03, 2010
Acho que havia um poema assim, não havia?
"Porque é que quem eu quero não me quer e quem me quer eu não quero"
E não é a música do António Variações... Mas agora estou cm isto a martelar-me... Onde é que ouvi isto?!!
E não é a música do António Variações... Mas agora estou cm isto a martelar-me... Onde é que ouvi isto?!!
quarta-feira, junho 02, 2010
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