sábado, julho 31, 2010

Grande cena!

Não perco a Esperanza Spalding e o Senhor Francisco! Yes! Adoro o Porto! :))



Horário: 22h00

Local: Jardins do palácio de Cristal

Cartaz:

Groove 4tet 31 de Julho

Esperanza Spalding 8 de Agosto

Tributo a Chico Buarque 14 de Agosto

Quarteto Mário Santos 21 de Agosto

Entrada Livre

Composição dos grupos:

G4tet
Frederico Martinho - Guitarra
Daniel Lima - Hammond e teclas
Pedro Pinto - Contrabaixo
João Correia - Bateria

Mário Santos
Mário Santos - saxofone
José Miguel Moreira - guitarra
António Augusto Aguiar - contrabaixo
José Pedro Marrucho - bateria

Elm Trio
Esperanza Spalding - Bass, Vox
Leonardo Genovese – Piano
Francisco Mela - Drums

Sr. Francisco - Tributo a Chico Buarque
Antero Abreu - Voz e violão
Edamir Costa - Baixo
Miguel Pedrosa - Guitarras
Manuel Santiesteban - Bateria
Gustavo Valdigem - Percussão
João Tedim - Clarinete

Resolução

Vou mesmo tirar um curso de fotografia.

Vou.

Pronto.

sexta-feira, julho 30, 2010




Roubado daqui

hoje

Breath me (Sia) com imagens de Eternal Sunshine of the Spotless mind (incorporação desactivada a pedido no youtube... grrr)

quinta-feira, julho 29, 2010

(puto de dia improdutivo)

yauza!



(e numa nota pessoal, hoje estou d a n a d a . . .)

Crédula

não quero deixar de ser crédula.

quarta-feira, julho 28, 2010

Soneto do Amor Total

(Vinicius de Moraes - in "O Operário em Construção")

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei-de morrer de amar mais do que pude.

segunda-feira, julho 26, 2010

Contra a homofobia



A minha amiga Lilly :)

sexta-feira, julho 16, 2010

Cor de rosinha

Rosa: anti-rosa, bois de rose, bois-de-rose, cerise, ciclame, cor de ciclamen, cor de flamingo, cor de framboesa, cor de fúcsia, cor de rosa, côr de rosa, côr de rosa chá, cor de rosa pálido, côr de rosa pálido, cor de rosa velha, côr de rosa-madrepérola, coral, coral-nacarado, cor-de-rosa, cor-de-rosa pêssego, cor-de-rosa salmão, cor-de-rosa-fúchsia, cor-de-rosa-vivo, framboesa, fuchsia, fúcsia, nacarado, nacarante, nacarino, rosa, rosa acastanhado, rosa alaranjado, rosa chá, rosa choque, rosa fuchsia, rosa pálido, rosa pombalino, rosa salmão, rosa velho, rosa vivo, rosa-acinzentado, rosa-alperce, rosa-angorá, rosa-antigo, rosa-avermelhado, rosa-baço, rosa-bebé, rosa-bebê, rosa-begônia, rosa-belo-português, rosa-bombom, rosa-brilhante, rosa-cama, rosa-camarão, rosáceo, rosa-chá, rosa-choc, rosa-choque, rosa-ciclâmen, rosa-cigano, rosa-claro, rosa-coral, rosa-cravo, rosado, rosado-cardinalício, rosado-escuro, rosa-elétrico, rosa-escuro, rosa-flamingo, rosa-forte, rosa-framboesa, rosa-goiaba, rosa-madrepérola, rosa-maravilha, rosa-morango, rosa-morto, rosa-nacarado, rosa-pálido, rosa-pelado, rosa-pérola, rosa-pêssego, rosa-pombalino, rosar, rosarino, rosa-rosa, rosa-salmão, rosa-sépia, rosa-shocking, rosa-velho, rosa-vivo, rosé, rosear, roseo, róseo, rôseo-avermelhado, róseo-intenso, róseo-pardacento, semi-rosado.
(fonte: linguateca)


Cor de rosa choque, acho que não. Rosa pálido, rosa velho, às vezes. Rosa parolo, mais do que gostaria de admitir. Rosa escuro, rosa primário, tenho dias. Rosa forte, rosa vivo, acontece.

Não me importo de ser cor-de-rosa. Nem toda a gente pode ser vermelho-paixão, e sempre é melhor que ser cinzento-tédio, verde-inveja ou preto-morte.

quinta-feira, julho 15, 2010

é mesmo

Do que mais gosto na vida, sem sombra de dúvida, é de gente.

The fear

Para ver non-stop.
Especialmente se gostarem tanto de gente, ver gente, ouvir gente, sentir e viver gente como eu :)


Lily Allen "The Fear." mk II from phil tidy on Vimeo.

quarta-feira, julho 14, 2010

Intensa

Fala como se se estivesse a afogar e precisasse de falar; como quem inspira o ar às golfadas, muito e com muita intensidade, sofreguidão mesmo.

Que ama aquela cidade, quer ir além na vida, atingir o seu potencial, que tem dúvidas existenciais e um horror quase fóbico de imaginar que a sua vida pode ser medíocre ou mediana.

É grande e, apesar de bastante magra, a sua presença é sempre incontornável.

Olha-me com os olhos azul-céu numa expressão séria com que não se apercebe que intimida a maior parte das pessoas que não a conhecem. E, enquanto acende um cigarro, diz que quer saber a minha opinião, ao mesmo tempo que prossegue o seu argumento. Depois, quer mesmo saber a minha opinião e a seguir vê naquilo que lhe estou a dizer um assunto novo e algo completamente diverso do ponto onde na realidade estou a tentar chegar. Então, analisa a sua análise, dá a volta ao argumento e prossegue dando-me razão quando há 15 minutos que não faço mais do que assistir com um sorriso divertido à forma como discute e refuta em si mesma os argumentos que ela própria lança.

A seguir diz-me “estou a ser chata? Estou-te a chatear?”, num súbito ataque de insegurança.


Não, é claro que não.


Ela consegue ser tudo menos aborrecida, menos cinza, menos bege.

terça-feira, julho 13, 2010

Aprender o silêncio

Fazer voluntariado é seguramente uma forma de caminhar em direcção ao zen.

Lidar com situações péssimas, pesadas e tenebrosas exige que se desdramatize e se aceite a realidade tal como ela é sem juízos de valor ou considerações de maior, mas com o devido respeito e cuidados relativos às vicissitudes da situação em causa.

É aceitar a realidade tal como ela é, simplesmente, sem lhe dar nenhuma carga e agir em conformidade.

É compreender a dor dos outros sem ficarmos pesados porque a sentimos também e porque nos revemos neles.

E como todo o zen, os simples aprendizes percebem o conceito, mas têm alguma dificuldade em atingi-lo uma boa parte do tempo.

Resistir é vencer

A Margarida é uma daquelas meninas tão bonitas que podiam aparecer numa capa da "Pais e filhos". Ainda tem o cabelo louro escuro intacto e comprido, não obstante a quimio; tem umas feições perfeitinhas e uns olhos castanhos que irradiam ternura.

A mãe da Margarida saiu do quarto com a desculpa que ia entregar o termómetro à enfermeira. Nas costas da Margarida fez sinal que não anunciava a sua partida para almoço para evitar lágrimas.

Antes de sair afagou o ombro da filha e disse, "Margarida ficas com a menina, está bem? A mãe já vem."

A Margarida, frente ao seu livro de colorir da Hello Kitty que não pintava nem parecia apreciar especialmente, não reagiu.

"Parece que o gato lhe comeu a língua, já nem comigo fala, a minha filha"

"Margarida, a mãe já volta" voltou a insistir, atiçando um comentário sem sucesso.

Disse-lhe para ir descansada.

Nos primeiros momentos gosto de testar o terreno e deixo a criança decidir a interacção. Há miúdos que choram muito, que fazem beicinho, que atiram brinquedos para o chão, crianças que reagem bem e continuam a conversar e a brincar comigo como se nada fosse, e até aqueles que só esperavam que o pai ou a mãe saísse para serem mais expansivos.

A Margarida parecia quase catatónica. De vez em quando escorria-lhe um bocadinho de baba da boca que eu limpava o mais cuidadosamente possível.

Meti conversa, sem sucesso. A Margarida nem levantou os olhos do livro de pintar.

Olhei para a boca de onde ameaçava cair mais uma gotinha de saliva e reparei nas aftas que vinham até aos lábios.

Percebi. Dói à Margarida falar.

Tentei então pedir-lhe para me fazer um desenho, mas nada. Ou perguntar coisas com que ela pudesse reagir com as cores que tinha disponíveis (de que cor é o céu? qual é a cor dos morangos? qual é a tua cor preferida?...)

Perguntei-lhe após quase 20 minutos de diversas, afincadas, imaginativas e inglórias tentativas de interagir, se podia pintar o seu livro. Não respondeu, novamente.

Peguei num lápis, com algum desânimo, e disse "o urso é castanho?"

E comecei a pintar de forma muito "lisinha", como aos meninos se ensina que é "bem".

depois de pintar a cara, perguntei "de que cor é o braço?" e como não me respondeu, coloquei debaixo do nariz dela o lápis castanho e o lápis vermelho. "Então? Castanho ou vermelho?" sem esperar resposta.

Apontou-me o lápis vermelho.

Pintei a perna do urso de vermelho o mais perfeita e rapidamente que pude. E agora? a outra perna?

desta vez apontou voluntariamente para o verde.

e o braço?

apontou para o roxo.

E as calças da kitty? e a camisola? e a cara?

Aos poucos a Margarida começou a ficar entusiasmada com o desenho que podia comandar com um apontar de dedos e minutos mais tarde olhou para mim e resmungou "nariz!"

Queres que te limpe o nariz? ok, espera. fui buscar mais papel e mandei-a fungar. trouxe papel extra para a baba.

Pegou num deles e limpou a baba que tinha, meio zangada.

"Desculpa Margarida não tinha visto a baba. Há mais?"

Olhei para a mesa de outro ângulo e uma gota tinha-se-me escapado.

Limpei com afinco e alegria pela interacção.

Finalmente a Margarida deixou de fazer peso sobre o livro e deixou-me mudar a página. Da forma absurda, bizarra e inesperada como só as crianças sabem misturar e atribuir cores aos objectos do quotidiano recomeçou com entusiasmo redobrado a silenciosamente comandar-me as cores, mesmo perante a minha incredulidade, "a cereja a preto, Margarida?!"

Quando a mãe e a comida chegaram, nem eu nem ela queríamos parar a nossa brincadeira silenciosa.

Mas tinha de ser. Fui afiar e desinfectar os lápis para lhos devolver e acenou-me com um sorriso discreto quando lhe atirei um beijo da porta do quarto.

Recebemos sempre mais do que damos no voluntariado. Sempre. Impressionante.

sábado, julho 10, 2010

O que é "ser normal"?

Comprar casa. Comprar carro. Fazer planos. Ter um emprego estável. Ficar em casa a ver TV nos dias de semana. Limpar a casa ao sábado de manhã. Comprar móveis. Ter cuidado com o sofá para que não se suje. Reparar se a parede está riscada. Lavar e aspirar o carro. Reparar se as coisas combinam. Viver com alguém e pensar em mudar-se para uma vivenda um dia. Não levantar ondas. Apostar na continuidade.

Tem tão pouco a ver comigo... Mas às vezes pergunto-me se não deveria tentar ser mais "normal"...

American Beauty

Revi o filme. E no fim, com esta música, lembrei-me de ti, inesperadamente. Do meu quarto em Braga, do computador na cama a tocar a BSO deste filme e em especial esta música. E nós, a descobrirmo-nos, no chão, muito agarrados um ao outro, eu de olhos fechados e tu que nunca soubeste que eu via as árvores altas e sentia o vento na cara quando o fazia enquanto me davas beijos.

quinta-feira, julho 08, 2010

Nervosíssima

Vou agora sair de casa para apresentar o meu projecto de tese em sessão pública.

Já não estava assim nervosa para uma apresentação desde... hmmm... Não me lembro!...

You're so gay and you don't even like boys

Toda a gente conhece alguém assim hoje em dia, não conhece?


Ur so gay
(vale a pena seguir o link!)

Katy Perry

i hope you hang yourself with your H&M scarf
While jacking off listening to mozart
You bitch and moan about LA
Wishing you were in the rain reading Hemingway
You don’t eat meat
And drive electrical cars
You’re so indie rock it’s almost an art
You need SPF 45 just to stay alive
(CHORUS)
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like boys
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like…

You’re so sad maybe you should buy a happy meal
You’re so skinny you should really Super Size the deal
Secretly you’re so amused
That nobody understands you
I’m so mean cause I cannot get you outta your head
I’m so angry cause you’d rather MySpace instead
I can’t believe I fell in love with someone that wears more makeup than…
(CHORUS)
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like boys
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like…
(BRIDGE)
You walk around like you’re oh so debonair
You pull em' down and there’s really nothing there
I wish you would just be real with me
(CHORUS)
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like boys
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
Oh no no no no no no-------
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like boys
You’re so gay and you don’t even like boys
No you don’t even like
No you don’t even like
No you don’t even like… PENIS

quarta-feira, julho 07, 2010

Egoísmo

No último Domingo de voluntariado vi a minha MJ! A MINHA MJ! A MINHA MJ! A MINHA MJ!

Tantas saudades da MINHA MJ! Há quantos meses! Tantas saudades! Tanta alegria de ver a minha MJ!

Felicidade genuína, obscurecida pelo facto que, apesar de tudo o ideal seria que eu nunca mais a voltasse a ver num Domingo de IPO.

Confesso que o meu entusiasmo se esmoreceu um pouco perante a culpa de saber que devia estar um pouco menos feliz com a presença dela lá.

E apesar de tudo, espero já não a encontrar por lá no próximo Domingo (embora ame de paixão cada bocadinho com aquela miúda).

Mas o que importa é que eu estive com a MJjjjjjjjjjjjjj!!! :)))

Salteando momentos

Cinematic Orchestra a tocar "To build a home" no auto-rádio.

A luz do fim de dia doura a paisagem, tornando tudo um pouco mais laranja e rosa. O rio que faz curvas apertadas antes de passar debaixo da ponte, a alfândega, a estrada que quase replica o rio, a ponte altiva, os carros na sua dança inconsciente, as pessoas-formigas, a outra margem.

Uma leve brisa fresca de agita-cabelos-soltos.

Cheiro de água. Fresca e corrente, que está prestes a chegar ao mar.

Barulho de conversas alheias ao longe, alguém a sacudir um tapete, uma vassoura a varrer o chão, crianças a jogar futebol na distância.

O rio ensurdece, ao ponto de não se ouvir de todo.

O sal do suor dos dias cálidos, como este, na boca. E uma réstia de água fresca, engarrafada.

A saia faz um balão com a brisa e sobe despudorada. As mãos apoiam-se no granito fresco e rugoso dando a cara um pouco mais à brisa leve.


note to self

Let it go.

Drop it.

Leave it be.

And stay away from it.

Now, try it for one whole month not to go there.

Um mês sem fazer a cena auto-destrutiva que acabei de fazer agora. Acaba a 7 de Agosto.

E respiro fundo para ganhar coragem.

(não consegui. tu és demasiado importante para mim.)

sábado, julho 03, 2010

The real thing

Posso dizê-lo honestamente: quando me apaixonei por ti, pensei no X. No quanto eras o mesmo tipo de pessoa e no quanto mais a minha paixão por ti era viável que a minha platónica paixão assolapada por ele.

Hoje pensei em ti algumas vezes. Várias até.

Mas tive a sorte de ver a minha paixão platónica que nunca se vai realizar. Sorri-lhe, suspirei e agora não tenho assim tanta necessidade de saber de ti.

Para alguma coisa haviam de servir as paixões platónicas impossíveis.

sexta-feira, julho 02, 2010

Lola



Estou viciada nesta música que redescobri à conta de The girl's song.

quinta-feira, julho 01, 2010

Lady

"Desculpa, amor" - dizia ele descontraído no meio do ruído de fundo - "Não te oiço - É a Lady que está a aqui a atacar uma rapariga."

Veterana da faculdade e dona de muitos e sempre reverendos nomes ("Lady", "Princesa"...) a cadela vadia que frequenta a FEP e ocasionalmente embirra com o transeunte, ladrando-lhe e rosnando-lhe ruidosamente e sem pudor, tem um estatuto quase oficial.

Acompanha os seguranças onde quer que vão, e gosta de passear pela sua casa cinzenta.
Quando esteve doente, foi a Faculdade que lhe pagou o tratamento.
Está maciça de toda a comida e lambarices que lhe dão.


E pode dar-se ao luxo de ser temperamental. Tem carácter.
E quando morrer, a Faculdade ficará certamente mais pobre.