"But the attitude of faith is to let go, and become open to truth, whatever it might turn out to be." Allan Watts / "Finish your goddamn plate" Joshua Fields Milburn
sexta-feira, abril 30, 2010
Brinde a vós!
Esta é a minha música hoje.
Um "brinde a nós, brinde aos avós, que se houver céu não estão lá sós. Brinde a vós, e já sem voz, brinde a quem aí vier".
Amanhã casam duas das pessoas mais fabulosas que já conheci. Fabulosas individualmente, mais fabulosas em conjunto.
Duas pessoas como eu gostaria um dia de ser. Felizes, plenas, absurdas. As horas preciosas que passamos juntos são das melhores que passei na Universidade e há até registos de vídeo a testemunhar as gargalhadas e os bons bocados.
Sinto-me privilegiada, verdadeiramente. É uma honra poder partilhar este momento com eles.
Durante muito não lidava bem com o ser a amiga que está poucas vezes, que aparece de vez em quando, nunca estando completamente dentro nem fora do núcleo duro de uma série de gente.
No último casamento uma amiga brindou a mim dizendo "à Helena, que mesmo nas ausências está presente" e fiquei mais em paz comigo mesma. Eu não saberia ser de outra forma por muito que gostasse. Sou assim, e nada há a fazer. Procuro estar presente nos momentos importantes e nos momentos difíceis, mas não sei estar na tranquilidade. Paciência.
Mas amanhã será seguramente um grande dia, para agarrar, abraçar e viver até os olhos não se aguentarem abertos. E vou chorar de emoção, chorar de alegria, chorar um pouco os momentos e que gostaria de ter estado e não estive, chorando certamente também pelo privilégio de poder sentir que aqueles dois fazem bem parte de mim e me tornam uma pessoa melhor.
Aos noivos.
quinta-feira, abril 29, 2010
domingo, abril 25, 2010
25 de Abril
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.
(Sophia de Mello Breyner, "25 de Abril"
in "Antologia", 1975)
surripiado de Bibliografia entre Parêntises
Little girl blue
Normalmente é a Nina (Simone) que me embala com esta música, mas hoje descobri esta versão genial da Janis :)
sábado, abril 24, 2010
A começar "a sério" a partir de 1 de Maio
segunda-feira, abril 19, 2010
inesperado
Cala-te
Enquanto vemos as estrelas cadentes
De Trás-os-Montes
Ao som dos grilos,
Enquanto os meus cabelos
Se agitam ao ritmo desta brisa de Verão.
Cala-te
Enquanto ouço o teu coração bater,
Enquanto me seguras na mão
Como se a quisesses segurar em velhinho
Como se fosse algo precioso
Cala-te
Não digas nada
Que amanhã vamos saber o que não foi dito hoje
E as estrelas vão deixar de dançar para nós.
domingo, abril 18, 2010
sábado, abril 17, 2010
Boas formas de procrastinar
sexta-feira, abril 16, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
Lindo de morrer
Para ouvir em silêncio, com o coração, como devem ser ouvidas todas as coisas especiais.
terça-feira, abril 13, 2010
música de hoje
sábado, abril 10, 2010
sexta-feira, abril 09, 2010
Speaking of nerds...
10 dias sem Facebook
Dia 8
Estou convicta. Mas ainda recebo feeds, o que me permite manter a palração com os meus amigos, respondendo-lhes via email.
Dia 9
Estou aborrecida. Alguém postou fotografias minhas que eu não posso ver. Grrr...
Amigos comentam que eu não devo bater bem da bola, porque o Facebook é essencial à vida e recebo o feed no meu email.
Custa-me a ausência de inspiração musical que os meus amigos me fornecem via FB. E sinto falta de ter sempre algo para ver de novo.
Dia 10
Mais fotos e comentários. Devia mesmo ter desligado os feeds antes de tomar esta decisão...
Falta-me a inspiração musical e o "ter sempre que fazer": meu aliado quando não me apetece fazer népias...
A Alexandra mostra-me uma foto dela no FB e depois o meu perfil... O que constitui BA-TO-TA, mas enfim... Pelo menos posso dizer que passei 10 dias sem fazer login...
Dia 11
O Dany postou ontem um vídeo a cantar para mim o "Cavaleiro Andante" do Rui Veloso.
Não se faz. Vejo o vídeo através do perfil de outra pessoa. Batota, mais uma vez, portanto, mas justificada!
Dia 12
Ligo o pc e depois de ver os mails e ouvir as músicas que estão no meu blog, ligo o youtube, com a desculpa que é para "ouvir música" e acabo a procrastinar mais uma vez. E ainda me apetece ir ao site. Chego mesmo a digitar o endereço na barra de status, mas felizmente fiz log out neste pc e não querendo dar parte fraca, desligo o separador. Penso que se já aguentei estes dias, aguento mais uns tantos, enquanto vou negociando comigo mesma que podia fazer só uma semana de ausência e não dez dias.
Dias 13, 14, 15 e 16
Os dias passam a correr entre horas infindáveis de aulas, de formação e trabalhos para a FEP.
Apetece-me ir ao Facebook nos momentos de intervalo, mas é mais fácil resistir. Amigos comentamn presencialmente e por e-mail como este é um exercício estúpido e eu concordo.
É um exercício estúpido.
Pelo menos tenho as minhas leituras bloguísticas em dia!
Dia 17
Já só falta um dia! Estou ansiosa por voltar ao ram ram de sempre. Custa-me esta ausencia de notícias dos meus amigos que vou comentando a que já me habituei.
Dia 18
Volto cheia de vontade ao meu vício. Mas de alguma forma - e indo ao encontro daquilo que tem acontecido com os meus "vícios" que suspendo durante algum tempo, questiono-me se vale assim tanto a pena dedicar tanto tempo da minha vida à vida dos outros - ainda que em interacção comigo.
E fico a pensar nisto um bocado enquanto ouço a selecção musical que a minha irmã postou recentemente por lá.
quinta-feira, abril 08, 2010
As razões
Por razões sociais
Falo-te
Por razões gerais
Acompanho-te
Por razões banais
Abraço-te
Por razões cordiais
Torturo-te
Por razões existenciais
Quero-te
Por razões carnais,
E Amo-te
Por razões sentimentais
terça-feira, abril 06, 2010
Todos os verbos
Quando aceitou que não tinha controlo sobre a situação, sentiu-se aliviada.
Dava voltas e mais voltas à cabeça, refazia os acontecimentos passados vezes sem conta e dava sempre por si a fazer alguma coisa de que se arrependia depois.
A vida é demasiado curta.
Depois pensava na canção da Zélia Duncan e dizia-se “errar é útil”, sem no fundo acreditar nisso. Porque se errar nos torna mais humanos, mais compreensivos, sensíveis e tolerantes aos outros, também significa que não ainda não sabemos fazer algo bem. E que vamos ter de aprender de alguma forma, nem que seja ouvindo o sermão mono-visionário de alguém que acertou à primeira e que acha que existe UMA maneira de fazer as coisas, porque assim resultou consigo.
A mesma canção continua a dizer que “sofrer é chato/chorar é triste/sorrir é rápido”, esquecendo a auto-recriminação. Mas e daí “auto-recriminar-se é um longo exercício de masoquismo” era capaz de não resultar tão bem na curta métrica da canção.
Mas sentia. Sentia! E isso era tão raro num ser lógico e racional como ela que mesmo os bocadinhos de angústia eram sorvidos quase com deleite. “É a isto que sabe!” pensava quando sentia uma pontada. Sentia e estudava o sentimento torturando-se um pouco para perceber as suas sensações, como fazem as crianças com os objectos novos.
A Zélia continuava “Não ver é fácil” e um grande sorriso de cumplicidade com a música saiu-lhe espontaneamente. E mais uma vez pensou que faltava à canção dizer “ignorar-se o que se vê é fácil”.
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
No seu devaneio matinal recordava-se de ler algures que o “amor romântico” de que falam tantas canções de hoje era uma invenção do século XVIII e que nesse sentido não deixava de ser paradoxal que as pessoas hoje em dia o interpretassem e sentissem como algo de “instintivo” e “animal”.
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Trecho
"Olha, vou-te dizer uma coisa que me ensinaram no volley.
Tu mandas sempre a bola para o lado de lá.
Porque os outros marcam é quando a bola cai no TEU campo, seja lá como for. Por isso dês lá que voltas deres, tu mandas a bola para o outro lado. Pode ir parar a um defesa, pode ir direitinha para os outros gajos marcarem ponto. Mas o outro gajo, do lado de lá também pode fazer asneiras e quem marca o ponto és tu.
Por isso vais sempre a jogo e (fazes o que ele queria que a outra pessoa tivesse feito, mas não fez por medo - que não vem agora ao caso)."
Como sempre, ele tem o dom de me fazer pensar com as coisas menos prováveis.
Eu tenho estado a pensar que devia ser mais assim no trabalho, porque ao cabo e ao resto, o primeiro ponto do sistema "SERVQUAL" é a "reliability" (não é exactamente, exactamente "confiança", mas vá, confiabilidade?...), isto é, o saber que uma coisa vai ser entregue e vai ficar feita. Às vezes dou por mim a adiar coisas porque acho que podiam ficar mais bem feitas e acabo por deixar a bola cair deste lado.
No último trabalho que fiz sobre Economia, apareciam 3 palavras parecidas: eficiência (fazer da forma mais proveitosa com os recursos existentes), eficácia (fazer dentro de determinados parâmetros) e efectividade (fazer).
Acho que não damos crédito suficiente ao terceiro termo.
segunda-feira, abril 05, 2010
Maria Tecce - My favorite sins
My favorite sins (Maria Tecce)
Rich chocolate mousses fed to me in spoonfuls
Foie Gras, Caviar and Champagne by the roomful
Rich Millionairs that indulge my every whim
These are a few of my favorite things
Firm taught young men with angelic faces
Intimate whispers in intimate places
Long slow caresses that melt on my skin
These are a few of my favorite sins
Clandestine meetings
Adulterous kisses
Too bad the Mrs. don't know what she misses
Eager young lovers that make my head spin
These are a few of my favorite sins
When an ex calls or my nail breakes or I'm feeling a little bit PMS
I simply remember my favorite sins
And then I start feeling a just a little bit naughty and bad