terça-feira, junho 30, 2009

My formula for living is quite simple. I get up in the morning and I go to bed at night. In between, I occupy myself as best I can. Cary Grant

segunda-feira, junho 22, 2009

Life itself still remains a very effective therapist. Karen Horney

As minhas 2.ªs de manhã são dedicadas à Clínica...

domingo, junho 21, 2009

Acreditar

Não perguntamos o que têm os miúdos. Isso não nos interessa, não somos os médicos, não os vamos poder ajudar na doença.


Interessa-nos saber o seu nome e a sua idade. Qual o brinquedo ou jogo favorito. Que desenhos animados vêem. Se choram quando estão no isolamento, o que podemos fazer para os distrair. Quais são os quartos que precisam de voluntários à hora de almoço.


É a forma mais zen de viver o voluntariado.



Quando deixamos de ver os miúdos, preferimos assumir que ficaram bons e ficamos felizes por eles.


E quando saímos às 14h, voltamos às nossas vidas como se nada fosse, porque no fundo, no fundo não fizemos mais por eles do que eles fizeram por nós.

Harvard Economist on why marijuana should be legalized

Even heartaches are good

Não sou lá muito normal. Em vários aspectos.

Um deles é na minha forma de ver as relações amorosas. Eu explico: a janela temporal de que um qualquer interesse amoroso meu dispõe para dar sinais de interesse é relativamente curta.

Não aprecio, não gosto, não faço joguinhos.

Até há pouco tempo isto além esta minha incapacidade além de me enervar, angustiava-me. Porque é um raio de uma dor de alma perceber que há coisas que não são assim directas, que precisavam de um certo "jogo de cintura", mas simplesmente eu não tenho pachorra. Mesmo.

Quando comecei a fazer Clínica, ouvi um comentário acerca de um caso meu em que dizia o colega: ela nem aproveita o bom que é gostar de outra pessoa, com a ansiedade...

E aí bateu-me. Até as dores de alma são boas. Fazem-nos sentir vivos, agir.

E se depois não der em nada, viveu-se o pedacinho de sonho e a vontade da outra pessoa, que já velm de alguma coisa por si só.
I have a simple philosophy: Fill what's empty. Empty what's full. Scratch where it itches. Alice Roosevelt Longworth
"The only thing we can take with us are the things we gave away, with love," Martin Sheen

Portugal e África do Sul

Na Time, lê-se o título "South Africa's Rape Crisis: 1 in 4 Men Say They've Done It"
"(...)
Gender advocates say that the 2006 rape trial of prominent politician Jacob Zuma was incredibly damaging to their cause. Zuma, who was elected President this year, was tried and acquitted of raping an HIV-positive family friend. He told the court that the woman had dressed provocatively, in a traditional wrap-around kanga, and that it was against Zulu culture for a man to leave a sexually aroused woman unsatisfied. (See a profile of South African president Jacob Zuma.)"

Eu até mandava uma quantas "bocas para o barulho", mas lembro-me que há anos houve um senhor juíz que absolveu um jovem português no caso de uma violação de uma estrangeira, porque quela deveria saber que se encontrava "na coutada do macho latino" e que portanto isso de andar para aí de mini-saia era estar mesmo a pedi-las...

Enfim, pelo menos o moço era uma pessoa anónima, não era o candidato à Presidência da República que depois a malta elegeu...

sexta-feira, junho 19, 2009

Picasso Light Drawings

Caraças, pá. Os génios são mesmo uma raça à parte.


"LIFE photographer Gjon Mili visited Picasso in 1949. Mili showed the artist some of his photographs of ice skaters with tiny lights affixed to their skates umping in the dark—and Picasso's mind began to race. The series of photographs that follows—Picasso’s light drawings—were made with a small flashlight in a dark room; the images vanished almost as soon as they were created."

http://www.life.com/image/50695728/in-gallery/24871/picasso-drawing-with-light
No Telejornal de hoje, uma menina de cerca de 12/13 anos disse "nós somos o mundo daqui a 30 anos".

Ou seja, o mundo são as pessoas de 40 e tal anos.

Não é interessante como é que uma criança/pré adolescente capta o mundo desta maneira?

E se existirá um fundo de verdade nestas
afirmações...

quinta-feira, junho 18, 2009

Ainda se lembram?...

Aderi recentemente ao twitter. Isto é, há meses que já estava inscrita, mas só agora decidi finalmente realmente experimentar o "bicharoco".

Ainda se lembram do tempo em que ter um blog era uma coisa "muito à frente", quase alternativa? Em que as pessoas não sabiam o que isso era, mas depois achavam o máximo poder saber tudo sobre toda a gente porque tinham um blog? E lançar tendências e mais nºao sei o quê?

Pois é. O twitter é isso mas assim 3 vezes mais rápido. É uma espécie de google reader em directo, misturado com mini blogging e com msn.

Ainda me estou a habituar
a) a escrever mensagens com menos de 160 caracteres
b) à ideia que as pessoas recebem essas mesmas mensagens no momento (por vezes até em iPhones)
c) as pessoas podem twitar (já tem verbo próprio!!) de volta e estabelecer uma conversa

Caramba.

Eu ainda sou do tempo em que não havia pc lá em casa.

Eu ainda sou do tempo em que ir para o IRC era uma coisa à frente como tudo, e reputadamente perigosa, e que havia posters com os smileys, para sabermos o que era cada um.

Eu só tive email aos 18 anos, quando fui para a Universidade. Tinha, se não me engano, 2 Mb de espaço. E quando apareceu um com 25Mb e depois com 250Mb era uma fartazana, uma imensidão que nunca mais acabava. Hoje o meu Gmail de 7Gb está cheio a 95% da capacidade...

E também só tive telemóvel nessa mesma altura.

Parece mesmo que o mundo gira cada vez mais depressa. Nem nos elevadores as pessoas estão desligadas da net e dos mails com os blackberries e os htc's.

Já é cliché, mas é também cada vez mais evidente. Se antigamente se criticavam as pessoas porque não falavam com quem tinham ao lado por estarem constantemente ao telemóvel, agora além de estarem ao telemóvel estão ao mail, ao twitter, ao msn, etc!

Estaremos a trocar o toque pelo in touch?

terça-feira, junho 16, 2009

Ouvi dizer - Ornatos Violeta

A música é linda, mas o final... "Brutal!", como diria a Cardoso!

DOes an honest life have to be tough?

segunda-feira, junho 15, 2009

para a minha mana...

Enquanto não encontro o cd para o carro :)


Hoje

Sinto-me incompetente.

E com vontade de me dedicar a outra coisa qualquer, não sei bem a quê.

domingo, junho 14, 2009

Anonymity Project: Post Secret once more

Helena Martins é a primeira comediante a apresentar em Portugal Stand Up Comedy lésbico.


Helenas Martins de Portugal. Sempre na vanguarda: seja com Tarot, seja com Stand Up lésbico...
Ando a dar voltas com o que é que eu própria poderei inovar que esteja à altura das minhas homónimas mais mediáticas...
Not life, but good life, is to be chiefly valued. Socrates

sábado, junho 13, 2009

Menina com os cabelos na lua

Menina com os cabelos na lua
Cabeça no vento
E pés fora do cão
Conta-me uma história tua
Enquanto eu invento
outra solução

Se a vida são só dois dias
Diz-me porquê, então,
Estas arrelias,
Esta agitação,
Esta vida stressante,
Este estado pungente
Que nos faz confundir o que é importante
Com o que é urgente

Menina do cabelos na lua
E pós de perlimpimpim
Vai buscar uma grua
E leva-me para o pé de ti.


(inspirado por este post da Maria João)

quarta-feira, junho 10, 2009

Pergunto-me

Se é possível desaparecer, continuando a existir...

sexta-feira, junho 05, 2009

Bonsai - a prova!


Embore continue com um fungo esquisitioe uns bichinhos chatos, floresce todos os dias uma flor nova que dois dias depois já se sumiu.

Não está linda?

Dan in Real Life

O filme não é brilhante.

Mas o feeling familiar e a música confortável, simples, à beira mar quando não está calor mas está sol, de casa... Hmmmm... fantástico.

Que bom.

Visto a comer pizza e beber coca-cola, numa de "estou em casa e não me interessa mais nada"... Bom!






OST de Sondre Lerche

O amor e a vida real (Dan in Real LIfe) - Peter Hedges (2007) com Steve Carrel, Juliette Binoche & Dane Cook.

medo e crescimento e baboseiras afins

Tenho medo.

Pronto.

Tenho medo, como o caraças.

E além disso, estou a aprender muito.

E a crescer.

Li "Quem mexeu no meu queijo" há pouco tempo e uma das frases que lá estava era

"O que farias se não estivesses com medo?"

A resposta é absurdamente simples. Saía.

Mas será que essa não é simplesmente a solução cobarde?