quinta-feira, dezembro 31, 2009

Once

Vale a pena ouvir esta OST. Várias vezes.



quarta-feira, dezembro 30, 2009

Saudades de onde nunca estive

Em pensamento e vontade...

  • Visitei a Sandra em Barcelona
  • A Sara em Madrid
  • O Ricardo em Palermo
  • A Conchi nas Canárias
  • O Dany em Madrid também
  • Os meus primos em Londres
  • Os meus amigos no Brasil
  • A Caro na Argentina
  • Encontrei-me com o Bruce na China e fomos dar um passeio
  • Fiz Couch Surfing com o Keeran Malásia
  • Fui ter com a Tinne à Holanda
  • A caminho de visitar a Linda
  • E depois dei um salto a Praga para ver a Klara
  • Fui ter com o Luisinho e o João a Palma de Maiorca acompanhada do meu primo
  • E a seguir visitei a Paola em Udine, onde comi tanta Nutella!
  • Depois fui a Roma, só porque deve ser uma das cidades mais belas do mundo
  • E a seguir fui visitar a Carmen a Madrid, porque sempre lhe disse que iria e agora que morreu o António queria dar-lhe um abraço
  • Depois levei pastéis de nata ao Prema a Valencia
  • e pastéis de nata também à Miri que agora está em Paris
  • No fim de tudo, ou no princípio, ou no meio, dei um salto à Noruega para ver o Filipe e a Xana e as famigeradas auroras boreais.

O que nos custa não é não estar nos sítios, não fazer coisas.

É saber que já não podemos fazer essas coisas porque a oportunidade passou...

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Empurrar o carrinho e dissonância cognitiva

Há uns tempos um grande amigo meu da Faculdade teve uma conversa profunda e sincera comigo, daquelas típicas de momentos de grande emoção - como o casamento de uma pessoa muito chegada a nós - e de alguns copos bem bebidos.

Nesta conversa, ele, que é uma pessoa que eu admiro profundamente, dizia que tinha aprendido com o nosso grupo que o importante é "empurrar o carrinho". Não importa se ele chia, se está empenado, se lhe faltam peças. O importante é continuar a empurrar o carrinho e fazê-lo chegar onde quer que seja preciso.

Isto é, o caminho não precisa de ser perfeito nem imaculado. O caminho é como tem que ser e o nosso papel neste caminho é empurrar o carrinho ao limite das nossas forças.

Desde então "empurrar o carrinho" é uma espécie de mantra secreto, para quando estou a desesperar porque algo corre mal.

Hoje tive uma segunda versão do empurrar o carrinho, com a minha prima que está doente.

No meio de toda esta confusão e correria ela tem-se mantido tranquila e serena, embora consciente daquilo que está a acontecer e das potencialidades que a situação acarreta. O resto de nós anda perdido, confuso, deprimido.

Hoje ela dizia de forma pausada e pensada: "Não vou morrer por antecipação. Isto está aqui, está em mim. Não há nada que eu possa fazer. É provável que eu tenha outra recaída. Paciência. Vamos indo e vamos vendo, se for possível tratar, é; se não for, não é. Mas não vou deixar que o amanhã me estrague o hoje."

A forma segura com que proferiu o seu discurso e a maneira simples, lógica, cheia de força como ecoou fez-me pensar que, realmente, está na hora de sair desta depressão de pensar no que vai acontecer e na Espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça e voltar a empurrar

o carrinho com todas as forças.

(é inacreditável como o cancro produz as maiores dissonâncias cognitivas... Apesar dos factos incontornáveis da biologia e da medicina, ela está com um aspecto fabuloso e com esta garra toda! :)).

domingo, dezembro 27, 2009

Theme song para o próximo ano

Ouvi esta música pela primeira vez na Rádio Club Português a horas impróprias para consumo. Não conseguia lembrar-me do nomes da música pop jazzificada e não sabia o nome do autor.

Hoje, a procurar uma coisa para outra pessoa, achei :)

"Please don't stop the music" pode ser uma música pirosa, popularucha, não cool. Não quero saber. Adoro esta versão.

E é a minha cara, porque apesar de ser muito "self-conscient" das coisas que gosto e que não são cool, o facto é que há em mim uma "Marielene" amordaçada que dança no carro ao som de Nelly Furtado, Shakira e Beyoncé. Ao mesmo tempo, é um cover (e tenho um grande fraco pelos covers do jazz) e é Jazz cantado e bem ritmado, que é praticamente o único tipo de música pela qual eu gasto dinheiro.

Espero que também gostem :)

Ella's Song



Ella Baker

"You didn't see me on television, you didn't see news stories about me. The kind of role that I tried to play was to pick up pieces or put together pieces out of which I hoped organization might come. My theory is, strong people don't need strong leaders."

sábado, dezembro 26, 2009

Web 2.0 suicide machine

Numa altura em que vejo o meu tempo sumir-se por esse buraco negro da existência chamado facebook (como se eu fosse impotente perante o facto -ha!), heis que surge online a solução extrema caso a situação não pareça querer melhorar:

Want your actual life back?
Improve your relationships! Get rid of stalkers!
You can do it. It's so easy.
Wanna meet your real neighbours again?
Stop self-procrastination!
Watch your 2.0 life passing by!
Say good-bye with dignity!
Sign out forever!

terça-feira, dezembro 22, 2009

quarta-feira, dezembro 16, 2009

2009 - twitting

Eleições no Irã foi assunto mais discutido no Twitter em 2009


Uma classificação, realizada pelo site What the Trend, que monitora os assuntos mais comentados do Twitter, listou os 25 assuntos mais comentados no site de microblogs durante o ano de 2009. As eleições presidenciais no Irã, a morte de Michael Jackson e a versão de testes do Google Wave ficaram no topo da classificação.

Os dados foram reunidos através das estatísticas diárias do Twitter realizadas pelo site e pelos cálculos da popularidade relativa dos assuntos.

As controversas eleições presidenciais no Irã, ocorridas em junho, e os subseqüentes protestos, prisões e acusações de violência contra a população foram o assunto mais comentado do ano entre os usuários do Twitter. Com a decisão do governo iraniano de proibir a imprensa internacional de cobrir os protestos relativos às eleições, a internet, e principalmente as redes sociais, se tornaram o principal veículo de informação para o resto do mundo do que ocorria dentro do país.

O segundo assunto mais comentado foi a morte do cantor Michael Jackson, ocorrida em junho. As principais hashtags incluem desde as primeiras especulações sobre a morte do cantor, seu funeral, o filme "This is it" e, mais recentemente, a revelação de que ele teria trabalhado em uma música do vídeo-game Sonic 3.

O Google Wave, a nova ferramenta de comunicação e colaboração do Google que ainda está em fases de testes, foi o terceiro colocado no ranking. Os convites para esta versão de testes eram limitados a pessoas convidadas por outros usuários, e como conseguir um destes convites foi um dos assuntos mais comentados.

Entre os demais assuntos listados pelo site estão as repercussões relativas ao filme "Lua Nova", desde o início das filmagens até a chegada aos cinemas e as impressões dos espectadores em todo o mundo.

Também ficaram entre as primeiras colocadas do ranking as tradições entre os usuários conhecidas como "Music on Monday", na qual as pessoas recomendam músicas as seus amigos nas segundas-feiras, e "Follow Friday", espécie de código quando uma pessoa envia uma sugestão de perfil que vale a pena conferir.

Ainda entre os dez assuntos mais comentados está a tradicional festa do dia das bruxas nos Estados Unidos, Halloween, as repercussões sobre os filmes "Atividade Paranormal" e "Harry Potter e as relíquias da morte", e a rede britânica BBC, principal órgão de imprensa a aparecer entre os assuntos mais comentados do Twitter quando grandes acontecimentos mundiais estão sendo discutidos.

Confira a lista completa dos 25 assuntos de 2009 no Twitter no endereço www.whatthetrend.com/zeitgeist.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

A aura de morte

Numa conferência sobre a Máfia, Roberto Saviano dizia que o escritor a quem tinha sido dada uma sentença de morte pela Cosa Nostra "caminhava com uma aura de morte", explicando, o autor não está morto, mas toda a gente sabe a eminência desse acontecimento e na verdade tratam-no como se tivesse já morrido ou estivesse a morrer.

De alguma forma, dou por mim a pensar como também a morte - não obstante os condicionamentos físicos e biológicos incontornáveis - é também ela própria uma construção social e narrativa.

Como conseguimos manter pessoas, relações, animais e acontecimentos vivos nos nossos discursos, muito depois de terem perecido e ao mesmo tempo como também construímos o estado de pré-morte de alguém narrativamente.

Hoje falei de uma pessoa viva no passado, como se já não estivesse entre nós e arrepiei-me. Se por um lado é uma coisa adaptativa - porque eventualmemte acontecerá, é incontornável, por outro lado, foi tão prematuro, tão despropositado, que pareceu quase um sacrilégio.

A morte continua, quer queiramos, quer não, a ser um dos grandes tabus da nossa sociedade.

"E agora vamos lá parar de falar disto que é para não agourar".