sexta-feira, julho 25, 2008

Psycho

A cena do chuveiro de Psycho faz parte do nosso "legado cultural". Já toda a gente viu partes e seguramente ouviu falar dela.

Hoje vi a cena completa, por causa de um documentário sobre Hitchcock.

A atenção aos pormenores e à realidade alheia ao homicído (o chuveiro que continua a correr, a cortina que se desengata), bem como a "coisificação" da mulher depois de morta, as perspectivas de câmara inesperadas... Fiquei com vontade de ver o filme todo.



quarta-feira, julho 23, 2008

Campanha HIV

Ainda acredita que os anjos não têm sexo?

Adoro esta campanha.



sexta-feira, julho 11, 2008

E agora...


Até Quarta-feira que vem, estou para estas bandas. Mas não, ainda não são férias....

Notícia

Apesar de faltar ainda entregar um relatório, tecnicamente, já sou "Mestre".

domingo, julho 06, 2008

For some reason


The grass is always greener on the other side.

quarta-feira, julho 02, 2008

O quereres





Canta:Maria Bethania
Música e Letra: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim