quarta-feira, maio 28, 2008

Like a dog lying in a corner
they will bite you and never warn you
Look out
they'll tear your insides out
'cos everybody hates a tourist
especially one who thinks
it's all such a laugh
(...)


You will never understand
how it feels to live your life
with no meaning or control
and with nowhere left to go
You are amazed that they exist
and they burn so bright
whilst you can only wonder why
(...)


You'll never live like common people
You'll never do whatever common people do
You'll never fail like common people
You'll never watch your life slide out of view
and then dance and drink and screw
'because there's nothing else to do
I want to live with common people like you...

Da música "Common People",
versão de William Shatner e Joe Jackson.

domingo, maio 18, 2008

"E é difícil conhecer pessoas tolerantes, que sofreram mas não amarguraram, que criaram raízes tão fortes nas pessoas que as rodeiam, pessoas que souberam fazer amigos, mas que sobretudo souberam manter amizades."

Ninguém sabe dizer as coisas como tu!

quinta-feira, maio 15, 2008

A banda

Disse

Disse-lhe que a amava. Que a admirava. Que me ia fazer falta. Que queria ser como ela.

As lágrimas teimavam em sair silenciosas. Comentei para o lado que não havia solução. E como o luto é um sentimento egoísta.

Depois, disse-lhe que não se agarrasse à vida, que partisse, que não se preocupasse connosco.

Que tudo se havia de resolver, como sempre, que ela não se preocupasse.

E depois disse as baboseiras que sempre a faziam rir.

Desci as escadas e lá em baixo confirmei com a minha mãe se ela achava que ela ainda conseguia ouvir, mesmo em pré-coma.

Confirmou que sim, que a audição é das últimas coisas a ir.

Reflecti no que tinha dito e tive de voltar ao pé dela.

Pedi desculpa pelo que lhe ia dizer, porque ela nunca queria falar destas coisas, e que não sabia como é que o que eu ia dizer ia soar, mas que eu achava que a sua missão estava de facto cumprida. Que a amo. Que a adoro. Que a admiro. Que não fazia sentido ela continuar a sofrer se de facto não havia qualquer hipótese. Que é algo porque vamos todos passar e que um dia nos encontraríamos. Que não a queria ver sofrer mais, que não fazia sentido. Que partisse em paz e que ia correr tudo bem. Que a adorava.

Nessa altura, a médica interrompeu-me e eu chamei o meu padrinho para tirar as dúvidas que tinha e ver a mulher.

Ela esperou que os irmãos subissem e partiu.

Boa viagem, madrinha.

segunda-feira, maio 12, 2008

Post Secret

I really can't bear to see you suffer or even the thought that you might cease to be alive. I wish I were stronger.

I can't imagine my life or our family without you. It's being really hard to let you go.

I love you so much!

domingo, maio 11, 2008

Philosophy as a way of life - Spiritual Exercises from Socrates to Foucault

É um livro de Pierre Hadot que há anos me faz companhia.

Li-o a primeira vez num exemplar da biblioteca da Universidade do Minho. Passei alguns trechos para um caderno e relia-os de tempos a tempos. Quando descobri os cartões de crédito virtuais, uma das primeiras coisas que fiz foi comprar o meu próprio exemplar, que vou lendo erraticamente, sem muito respeito pela ordem apresentada nem tão pouco pela minha própria anterior leitura dos trechos. Leio, sublinho e resumo avidamente uma sabedoria tão simples e profunda, que me faz pensar porque raio não estudamos os filósofos clássicos como deve ser, para percebermos que não é só o Oriente que tem visões claras e criadoras de epifanias e paz interior, e que o nosso próprio legado filosófico ocidental é também ele digno de nota, mesmo como forma de vida.


Aconselho vivamente!

Podem espreitá-lo
aqui, no google books.

(Tudo isto porque um dos últimos capítulos que li era sobre Goethe e o Presente como único espaço em que podemos ser felizes, e um livro de Meditação Oriental que ando a ler que dizia exactamente o mesmo...)

Bom dia



Adoro esta voz.

Seu Jorge - Tive Razão

sábado, maio 10, 2008

Oh, Nina!



Grande, grande, grande Nina Simone!