quarta-feira, junho 27, 2007

Globalização

Na minha casa moram:
  • Uma portuguesa que não gosta de azeitonas
  • Um nordestino que acha pizza tex-mex picante
  • Uma brasileira que não gosta de Carnaval
  • Um alemão que faz as melhores caipinhas de sempre

domingo, junho 24, 2007

Dizem que os psicólogos são treinados para “extrair” as coisas dos interlocutores. Que os ensinam a fazer com que as pessoas com quem falam revelem os seus segredos e mostrem a sua vulnerabilidade perante si.
Se isso é verdade, não sei. Fiz Psicologia na Universidade. Poderia dizer-vos em poucas palavras algumas das ditas “técnicas”, mas acho que ficam melhor servidos com o princípio básico que está por detrás delas: demonstrar interesse e não fazer (pelo menos aparentemente) juízos de valor.
De resto, metade do trabalho para os “psis” está feita: as pessoas vão propositadamente aos seus consultórios falar com eles, predispostas a discutir o que as aflige. Noutros contextos, falar e fazer falar apresenta, por isso, uma dificuldade acrescida: nem sempre as pessoas com quem nos preocupamos ou que nos importam têm vontade de falar connosco, ou nos querem contar o que se passa com elas.

Nestas alturas, não é a inclinação de 45 graus, os encorajamentos "hmm, hmm" ou as paráfrases que nos podem ajudar a ajudá-los. É apenas e só o que já antes referi que pode fazer alguma diferença: estar presente, demonstrar interesse e deixar bem claro que independentemente daquilo que nos contarem continuaremos a amá-los e a respeitá-los.
E cumprir com esta promessa velada, porque não há nada que nos faça tanta falta como um amigo que se importe connosco e nos respeite apesar dos podres que lhe acabamos de contar.
E toda a gente tem os seus podres.

sábado, junho 23, 2007

Muitas vezes sinto que não gosto da pessoa que sou, que me é insuportável ser quem sou, que queria ser diferente, melhor. Que não farei nunca nada de importante, nada de congruente, de valor, de mérito... Muito pelo contrário. Como se, pelos muitos caminhos que tenho seguido, em vez de criar pontes, tenha fechado portas.



Jamais teria esta conversa com algum dos meus amigos. É muito negativa. A reacção pronta e imadiata do interlocutor comum é dizer "calma, não é bem assim". Claro, têm razão. Mas isso não invalida que me sinta de outra forma.



E o facto é que me tenho sentido na merda...

sexta-feira, junho 22, 2007

Lisbela e o Prisioneiro





Um filme delicioso. E com música do Caetano.

"A graça não é saber o que acontece. É saber como acontece. Quando acontece. E aí... só vendo o filme."(fala da Lisbela)

sábado, junho 16, 2007

O cara mais underground que eu conheço é o Diabo

Zeca Baleiro, in "Heavy Metal do Senhor"

sexta-feira, junho 15, 2007

Vou!

Caetano Veloso, Espectáculo "Cê":

12 e 13 de Outubro de 2007 - COLISEU DOS RECREIOS - Lisboa
15 e 16 de Outubro de 2007 - COLISEU DO PORTO - Porto


Os bilhetes já(!) estão à venda.
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Palavras em contexto (5)
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Em público




2006 - Guimarães, Portugal
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Palavras em contexto (4)
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Na pista do aeroporto



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2007 - Girona, Espanha
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quinta-feira, junho 14, 2007

Pensamento do dia

If you knew this was your very last day on Earth,
how would you spend it?


Na abertura de um episódio de "Grey's Anatomy" (eu sei, eu sei...)

segunda-feira, junho 11, 2007

"Pain (any pain--emotional, physical, mental) has a message.
The information it has about our life can be remarkably specific, but it usually falls into one of two categories:

"We would be more alive if we did more of this,"
and,
"Life would be more lovely if we did less of that."

Once we get the pain's message, and follow its advice, the pain goes away."


Peter McWilliams

quarta-feira, junho 06, 2007

Recursos de Investigação

Web de técnicas de documentación y elaboración de trabajos en la investigación psicológica

Servei d'Informació Bibliográfica - Universitat Valenciá

Google Scholar

Look Smart - Find Articles

Science Direct

Am I in way over my head?

I sure feel like that.

Dia 10

Vou vê-la!

Maria João Pires

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Maria João Pires (
Lisboa, 23 de Julho de 1944) é uma pianista portuguesa.

Muito cedo aprendeu a tocar
piano: aos cinco anos deu o seu primeiro recital e aos sete tocou publicamente concertos de Mozart. Com nove anos recebeu o prémio da Juventude Musical Portuguesa. Entre 1953 e 1960 estuda com o Professor Campos Coelho no Conservatório de Lisboa. Prossegue os estudos musicais na Alemanha, primeiro na Musikakademie em Munique com Rosl Schmid e depois em Hannover com Karl Engel.

Maria João Pires torna-se reconhecida internacionalmente ao vencer o concurso internacional do bicentenário de
Beethoven em 1970, que se realizou em Bruxelas.

Fez na sua carreira numerosas digressões onde interpretou obras de
Bach, Beethoven, Schumann, Schubert, Mozart, Brahms, Chopin e muitos outros compositores dos períodos clássico e romântico. Maria João Pires é convidada com regularidade pelas grandes orquestras mundiais para tocar nas melhores salas de concerto, apresentando-se regularmente na Europa, Canadá, Japão, Israel e nos Estados Unidos.

Tem desenvolvido actividade tanto a nível individual (recitais, concertos, gravações) como em
música de câmara: dos numerosos êxitos discográficos, destacam-se as gravações "Moonlight", com Sonatas de Beethoven; "Le Voyage Magnifique", integral dos Impromptus de Schubert; Nocturnos e outras obras de Chopin; e os Trios de Mozart com Augustin Dumay (violino) e Jiang Wang (violoncelo).

É a fundadora e dirigente do
Centro de Belgais para o Estudo das Artes, no concelho de Castelo Branco, de cariz pedagógico, cultural e social.

Distinguida com o
Prémio Pessoa em 1989.

Em 2006 a pianista mudou-se para o
Brasil tendo declarado à Antena 2, ter sofrido muito em Portugal devido ao seu projecto, o Centro de Belgais para o Estudo das Artes. No Brasil adquiriu uma casa nos arredores da cidade de Salvador, capital do estado da Bahia.

segunda-feira, junho 04, 2007

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Palavras em contexto (3)
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Sob a janela



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2007 - Valencia, Espanha
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Palavras em contexto (2)
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No bolo


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2007 - Valencia, Espanha
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Palavras em contexto (1)
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No muro da escola


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(Não farão de nós pessoas normais)


2007 - Valencia, Espanha
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domingo, junho 03, 2007

Pensamento Lateral

De Bono (1971) identifica quatro factores críticos associados ao pensamento lateral:

(1) reconhecer as ideias dominantes que polarizam a percepção de um problema
(2) procurar por diferentes modos de olhar os factos,
(3) relaxar o controlo rígido do pensamento e
(4) uso da oportunidade para incentivar outras ideias.

Este último factor tem a ver com o facto de que o pensamento lateral envolve ideias de baixa probabilidade, ou seja, que são improváveis de ocorrer no curso normal dos eventos.

Exemplo:

A seguinte anedota é fornecida por DeBono (1967).

Um mercador que deve dinheiro a um agiota, concorda em saldar o seu débito baseado na escolha de duas pedras (uma preta, outra branca) de uma sacola de dinheiro.
Se a filha dele escolher a pedra branca, o débito está cancelado; se ela tirar a pedra preta, o agiota fica com a filha do mercador. Entretanto, o agiota aldraba o resultado colocando duas pedras pretas na saca.
A filha percebe a trapaça e, quando tira uma pedra da sacola, deixa-a cair na rua cheia de outras pedras. Em seguida, chama a atenção dos presentes para o facto de que a pedra que ela tirou deve ser da cor oposta à que restou na sacola. Não desejando passar por desonesto, o agiota concorda com a observação da garota e cancela o débito do pai.

A filha conseguiu solucionar um problema difícil com o uso do pensamento lateral.

Princípios:

1. Para obter uma perspectiva diferente sobre um problema, tentar separar os elementos e recombiná-los em um modo diferente (talvez aleatoriamente).