Para o final do túnel em que me encontro, e digo-vos, se eu sobreviver, vai ser um feito. Até lá não há fins de semana, nem serões, nem repouso sem peso na consciência...
O meu receio é que até aqui eu já me sentia sobrelotada de trabalho, mas a partir de agora e durante mais ou menos 3 semanas, a intensidade redobra.
Ultimamente, tenho-me sentido sem qualidade de vida nenhuma, sem tempo para nada, e tenho mesmo medo de me ir completamente abaixo...
Não quero pensar demasiado no assunto, but I do feel miserable.
"But the attitude of faith is to let go, and become open to truth, whatever it might turn out to be." Allan Watts / "Finish your goddamn plate" Joshua Fields Milburn
segunda-feira, janeiro 29, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
Recomendação Absoluta!
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
Assertividade
Descobri recentemente que tenho um problema com a assertividade em situações de grupo. Não gosto de conflitos, mas tenho por norma uma posição forte. Tenho opiniões definidas que defendo convictamente, sou dinâmica, enfim, tenho geralmente uma posição de destaque nos grupos, mas quando confrontada com qualquer coisa, evio o conflit a todo o custo.
Acomodo-me.
E isso é muito mau. É que um assunto mal resolvido volta sempre para nos atormentar.
E o problema é que não é apenas o problema em si que volta, são as atitudes dos outros que se modificam, à medida que se apercebem que fugimos do conflito, mesmo sob pena de não darmos a nossa opinião.
Estou muito chateada comigo mesma, agora que me apercebo dito.
E percebo que isto já é assim há muito tempo.
Acomodo-me.
E isso é muito mau. É que um assunto mal resolvido volta sempre para nos atormentar.
E o problema é que não é apenas o problema em si que volta, são as atitudes dos outros que se modificam, à medida que se apercebem que fugimos do conflito, mesmo sob pena de não darmos a nossa opinião.
Estou muito chateada comigo mesma, agora que me apercebo dito.
E percebo que isto já é assim há muito tempo.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Feliz Ano Novo

Há cerca de um ano, quando mudei a citação que sub-entitula o meu blog, pretendia recordar-me que há nesta vida coisas mais importantes que obter um certo status quo.
A frase de Elbert Hubbard, "Work to become, not to acquire", pretendia lembrar-me que o trabalho que desenvolvemos, aquele que ocupa o horário nobre das nossas vidas, deve ser uma actividade que ao mesmo tempo nos sustente e nos dê algum sentido, nos faça crescer, ao mesmo tempo que é uma actividade de que gostamos.
Que o meu rumo não deveria ser aquilo que eu quereria possuir, mas aquilo que eu quereria ser; que não faz sentido perder tempo de coisas de que gosto muito, apenas por questões materiais superfluas.
Na altura eu não sabia, mas, em Psicologia das Organizações, chamamos a isso estar comprometido (commitment). Posso estar comprometida com a organização para a qual trabalho, com a minha carreira, com os meus clientes, etc. Mas é este comprometimento que me faz sentir empenhada e útil, que me faz correr.
A questão aqui é que cada pessoa procura aquilo que lhe faz mais falta, e na falta das necessidades básicas é nelas que se foca. Ora, se o mercado de trabalho actual se alimenta de estágios não remunerados, recibos verdes e cunhas, é natural que o foco de qualquer pessoa em situação precária seja o material, o básico à sobrevivência, e se possível alguma garantia para o caso de ficar sem sustento.
O problema só acontece, como em todas as patologias, quando as pessoas deixam de conseguir ter flexibilidade nas suas práticas, quando, depois de garantir a base, continuamos a correr em direcção, não àquilo que nos dá gozo e sentido, mas àquilo que dá mais lucro.
Parece demagógico este raciocínio. E que fácil é falar assim acerca de escolhas relacionadas com o dinheiro.
A única questão é que de vez em quando faz bem recordarmos estes ideais de juventude, e as coisas que vamos protelando indeterminadamente porque agora não dá jeito, porque ninguém sabe quando terminará o seu tempo de vida, nem quanto mais tempo tem para por em prática estas coisas que lamenta ainda não ter tido oportunidade de fazer.
A frase de Elbert Hubbard, "Work to become, not to acquire", pretendia lembrar-me que o trabalho que desenvolvemos, aquele que ocupa o horário nobre das nossas vidas, deve ser uma actividade que ao mesmo tempo nos sustente e nos dê algum sentido, nos faça crescer, ao mesmo tempo que é uma actividade de que gostamos.
Que o meu rumo não deveria ser aquilo que eu quereria possuir, mas aquilo que eu quereria ser; que não faz sentido perder tempo de coisas de que gosto muito, apenas por questões materiais superfluas.
Na altura eu não sabia, mas, em Psicologia das Organizações, chamamos a isso estar comprometido (commitment). Posso estar comprometida com a organização para a qual trabalho, com a minha carreira, com os meus clientes, etc. Mas é este comprometimento que me faz sentir empenhada e útil, que me faz correr.
A questão aqui é que cada pessoa procura aquilo que lhe faz mais falta, e na falta das necessidades básicas é nelas que se foca. Ora, se o mercado de trabalho actual se alimenta de estágios não remunerados, recibos verdes e cunhas, é natural que o foco de qualquer pessoa em situação precária seja o material, o básico à sobrevivência, e se possível alguma garantia para o caso de ficar sem sustento.
O problema só acontece, como em todas as patologias, quando as pessoas deixam de conseguir ter flexibilidade nas suas práticas, quando, depois de garantir a base, continuamos a correr em direcção, não àquilo que nos dá gozo e sentido, mas àquilo que dá mais lucro.
Parece demagógico este raciocínio. E que fácil é falar assim acerca de escolhas relacionadas com o dinheiro.
A única questão é que de vez em quando faz bem recordarmos estes ideais de juventude, e as coisas que vamos protelando indeterminadamente porque agora não dá jeito, porque ninguém sabe quando terminará o seu tempo de vida, nem quanto mais tempo tem para por em prática estas coisas que lamenta ainda não ter tido oportunidade de fazer.
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