segunda-feira, janeiro 30, 2006

“Estou tão mal como penso? Nada é menos certo. Estou feliz por ser quem sou e gosto da vida que levo. Ninguém faz ideia da sorte que tem de ser quem é. Mudar repentinamente para outra pessoa seria horrível. Prefiro o inferno à reencarnação”.
François Weyergans em “Trois jours chez ma mère”

quarta-feira, janeiro 18, 2006

A partida

Quando andava pelas ruas
da minha cidade
O mundo era meu,
o sol era belo
Acordava de manhã
com o cheiro da terra molhada
Porque na minha cidade há sempre chuva
Ia para as aulas com o verde do monte
Que herdei quando parti
Sentia as estrelas mais perto de mim,
porque o céu parecia mais baixo.
Sorria sem razão
porque estava completa
Estava feliz,
porque me enocntrava em casa.
Hoje não habito a minha cidade
Hoje, tenho fogo e não água por companhia
A terra é mais dura,
o vento é mais áspero,
Mas trago dentro de mim
a minha cidade,
à espera que eu regresse,
como uma mãe que não altera
o quarto do filho emancipado.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Ser COTA

"Eheh ja xei k n ex uma... parasita da xociedad kmu tu dixes:p lol xperu k t korra td bem i k t aguentx plo - uma xmana!lol to a brinkar.. vai xer o inicio do teu xucexo kmu pxikologa:)eheh..jokinhax fofinhax i bjinhuhx pox tiox e pima joao.."


Esta mensagem simpática da minha prima de 14 anos teve em mim dois efeitos: voltei a ter a sensação dos iletrados e crianças quando começam a aprender a ler (aquela leitura lenta e de respiração dificultosa) e tive finalmente noção de como com 24 anos se pode ser tão cota.

Ou como diria um miudo com quem falei há dias, "Eu tenho 5 anos, mas um dia vou ter muito, muito mais. Um dia ainda vou ter CATORZE ANOS!"


Nem queiram a saber a reacção à minha idade... Só faltou chamar-me avozinha... eheheheh

terça-feira, janeiro 03, 2006

I should have brought the camera

Eu achava que não. Que se eu despisse o meu quarto devagarinho e em coisas pouco visíveis que não começaria já a senti-lo como "não meu".

Entrei, chegada de Ovar, e senti aquele conforto que sempre caracterizou este meu espaço. "Home, sweet home"...

Olhei e estava invulgarmente tranquilo. Não me lembrava que o tinha deixado tão arrumado. Estava ainda um colchão no chão, da passagem de ano.

Não sei por alma de quem, deu-me para começar logo a tirar as coisas que não são "essenciais", para adiantar serviço.

Eu achava que não iria notar a diferença, mas agora que olho para a farmácia da casa de banho vazia, agora, já sei que esta não é mais a minha casa...