terça-feira, setembro 26, 2006

For better and for worse...

Nos nossos piores momentos temos uma certa dificuldade em ser adultos.

Queremos ser um pouco crianças, ter alguém que nos ature, que tome conta de nós. Sem termos de explicar demasiado, que não faça muitas perguntas... Acima de tudo, geralmente precisamos de saber que não estamos sozinhos, embora no fundo saibamos que estamos sempre...

Precisamos que nos abracem e nos mostrem como nos amam incondicionalmente, que não nos abandonam, que não desistem de nós.

Os nossos "piores momentos" geralmente incluem mudanças significativas nas nossas vidas às quais teremos de nos adaptar...

Hoje uma grande amiga sofreu uma perda. Sabemos que são as leis da vida, que mais cedo ou mais tarde teremos de nos adaptar às perdas que são inevitáveis, mas isso não as torna menos dolorosas. Nem mesmo quando foi para o melhor.

Sem poder fazer muito... Mas estando presente... Sabes que contas comigo.

Beijo.

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quarta-feira, setembro 13, 2006

Sexta-feira à noite

Na sexta passada houve um jantar especial.
Fomos jantar a casa da Anita, ou deverei dizer (Sra Directora Anita?) que tinha o pretexto fantásticode ter comprado duas lasanhas no Lidl e precisar de companhia para as comer. Fiz tiramisu especial, porque a comida era italiana.

Quando chegámos ao Furadouro, no entanto, não havia luz.
A mãe e a irmã da Anita estavam a ensiná-la a fazer lasanha pré-preparada!!!!!
Jantámos à kluz das velas, e comemos uma salada de maçã que estava uma delícia (tinha sumo de laranja e umo de morango e maçã).
Depois fomos ao tiramisu. depois de arrumada a cozinha havia ainda ananás.
Estivemos a ler o livro das respostas.
Depois eu e o Aurélio estivemos a debater a possibilidade de prever pensamentos.
Eu adormeci e o Aurélio ficou a discutir com a Dália.
Quando a Dália disse "Vê lá então se adivinhas com que é que elas estão a sonhar", ainda a dormir eu respondi que ele nunca poderia adivinhar com que é que eu estou a sonhar porque os sonhos são como os pensamentos: intangíveis.
às 3h30, o AUréliodespediu-se dizendo que ia a pé para casa. Chamámo-lo de tolinho e fomos levá-lo.

Ia eu a conduzir. Estava nevoiro cerrado. Vejo quatro piscas e um colete reflector ao fundo. Calculando imediatamente tratar-sede um acidente, abrandei imenso o carro.
De repente, vejo um bastão de luz vermelha a acenar.

A minha primeira operação stop!

A polícia disse para chegar o carro à frente para aí umas 3 vezes e eu expliquei que era o carro do meu pai que eu tina sempre medo das distâncias com ele. Ela respondeu meia trocista "Ok pode parar... Ainda faltava para aí um metro, mas está bem."

Eu disse-he é a minha primeira vez, seja meiguinha.

Estavam os três no carro histéricos de riso. Pareciamos uma cambada de bebedos e só se tinha ingerido coca-cola...

Pediram-me a identificação e eu deixei cair coisas no carro. Perguntaram se eu tinhaingerido bebidas alcoólicas. Não tinha. Depois de a agente me pedir para a acompanhar, saquei do colete refletor que o meu pai mantém na porta do carro e apesar dos protestos da malta do carro que não era preciso vesti-o. Não me iam apanhar desprevinida!... E quando o polícia incrédulo me perguntou porque é que eu tinha vestido o colete refletor eu limitei-me a responder com a maior seriedade: Era o que faltava! Eu tirava o colete e o sr. multava-me, não?

"Vai morrer longe, porco de merda"

E tal como prometido aqui está o tal post, uma vez que tanto te queixaste das paranças do meu blog.

Um post dedicado a ti, com o título que sugeriste e tudo ehehehehe... Ou achavas que quem sai do carro de colete reflector para a operação stop não faria uma coisa destas depois de a prometer?

Somos amigos há quase 20 anos! Já pensaste nisso? Fui para a tua turma na 2.ª classe, andamos juntos até ao sexto ano e depois praticamente perdemos o contacto, mas nunca a empatia :)

A prova disso é que de há 3 anos para cá, desde o famoso jantar de turma,onde nos reencontramos, temos sido presença assídua na vida um do outro. Não disse constante, bem entendido. Assídua, porque tu sabes que se quiseres conversar comigo eu desmarco o que for preciso e porque se eu precisar de falar contigo tu apareces em minha casa passado dez minutos.

Mesmo que seja só porque é preciso cafeína no sangue. Essencialmente sabemo-nos escutar e respeitamos as nossas formas de estar bem distintas, quase opostas, na vida. Temos opiniões inversas em quase tudo e quando não temos, fazemos de conta só para podermos passar horas a discutir de forma ponderada, racional e lógica, num duelo de argumentos que geralmente deixa o resto dos ouvintes a ver navios. Tu falas do efeito borboleta, eu falo da intaginbilidade dos pensamentos, tu dizes que isso é falacioso e eu mesmo a dormir consigo arguir que não podes adivinhar com que é que eu estou a sonhar.

Eu compreendo e admiro o amor e apoio que prestas à tua companheira, tu ajudas-me a pensar direito quando eu tenho stresses com o meu namorado. Ambos sabemos que somos felizes à nossa maneira nas relações que temos e compreendemos que não quereríamos nem eu nem tu o tipo de relação que o outro tem.

É um caso raro de entendimento profundo. Quem não compreende, insinua, como quem não quer a coisa que "estes dois adoram-se", desconhecendo o real significado não do amor, mas da amorizade.